Kobe, 11/nov – O oficial acusado de vazar vídeos confidenciais na internet disse à polícia que foi capaz de assistir as imagens através da rede interna da Guarda Costeira, disseram fontes policiais na quinta-feira 11. Ele também teria dito que postou os arquivos no YouTube porque todo mundo tinha o direito de vê-los.
Investigadores da Agência Nacional de Polícia suspeitam que o oficial da Guarda Costeira obteve as imagens na rede interna, uma vez que quase se tornou um hábito compartilhar arquivos a partir de computadores pessoais em cada um dos seus escritórios regionais para efeitos de troca de informação entre os altos escalões.
O oficial de 43 anos, cujo nome não foi revelado, apareceu nas filmagens de uma câmera de segurança em um cibercafé em Kobe (Hyogo), no dia 4 de novembro, quanto teria postado os vídeos. Ele disse aos investigadores que carregava uma memória USB, salvando nela os arquivos.
As imagens são referentes às colisões de um barco pesqueiro chinês contra duas embarcações de patrulha da Guarda Costeira nas proximidades das ilhas Senkaku, extremo sul do arquipélago. O governo estava guardando os vídeos sob sigilo para não piorar a situação diplomática com a China.
Os investigadores também revistaram a casa do acusado em Kobe, na quinta-feira, fazendo a apreensão de provas, incluindo seu computador pessoal, como uma tentativa de esclarecer como obteve as imagens.
Se o acusado for condenado por infringir a Lei Nacional de Serviço Civil, que exige sigilo dos funcionários públicos, pode pegar até um ano de prisão ou uma multa de 30 mil ienes. O chefe de Gabinete do governo, Yoshito Sengoku, disse que a pena é muito branda e que a lei deveria ser revista.
O oficial teria dito aos investigadores que agiu sozinho, usando uma conta do YouTube com o nome de “Sengoku38”. Embora o upload original tenha sido removido, as cópias apareceram aos montes na internet.




