ကူမာမိုတို၊ ဂျပန် – Uma mulher de cerca de 70 anos morreu com suspeita de hipertermia depois de passar a dormir em um carro após o terremoto de Kumamoto. O caso pode ser a primeira morte relacionada ao desastre, segundo informações divulgadas pela TV Asahi e pela NHK neste domingo (2).
A mulher foi encontrada na quinta-feira (30) dentro de um veículo estacionado. Uma equipe a levou ao hospital com suspeita de hipertermia, mas os médicos confirmaram a morte posteriormente.
Quando encontraram a vítima, o carro estava sem combustível.
O número de mortos em decorrência do terremoto chegou a 38, incluindo casos cuja relação com o desastre ainda está sob investigação.
Calor extremo aumenta riscos para desabrigados
Kumamoto enfrenta uma sequência de dias com temperaturas acima de 35°C. Para segunda-feira (3), a previsão indica máxima de 40°C, o que representaria o primeiro dia de calor extremo já registrado na província.
Por isso, o governo provincial pediu que as pessoas desabrigadas adotem medidas para prevenir a hipertermia, principalmente aquelas que estão dormindo em veículos.
“Ao dormir no carro, mantenha o motor ligado e o veículo ventilado. Além disso, tome medidas para evitar a trombose causada pela permanência prolongada na mesma posição e também se proteja contra a hipertermia”, afirmou o governador Takashi Kimura.
O governo de Kumamoto informou que 9.226 pessoas permaneciam em 210 abrigos até as 7h30 de domingo (2). Diante da previsão de calor perigoso, a província trabalha para garantir água potável e reforçar as medidas contra as altas temperaturas nesses locais.
Enquanto isso, na cidade de Uto, que ainda enfrenta cortes no abastecimento, a distribuição de água começou em horários limitados pela manhã e à noite.
Terremoto danificou 3.851 imóveis
O terremoto de Kumamoto causou danos a 3.851 imóveis residenciais, segundo o levantamento divulgado pelo governo provincial às 7h30 deste domingo.
Desse total, 181 imóveis desabaram completamente, 20 sofreram danos graves, 225 tiveram destruição parcial e 1.679 registraram danos menores. As autoridades ainda avaliam a situação de outras 1.746 residências.
Além disso, 216 escolas públicas de ensino fundamental, ginásios e colégios registraram estragos, como vidros quebrados e rachaduras nos prédios.




