တိုကျို၊ ဂျပန် – Um cidadão turco de 48 anos morreu após apresentar dor abdominal enquanto permanecia sob custódia na Delegacia de Takao, em Hachioji (Tóquio). A Polícia Metropolitana de Tóquio divulgou na sexta-feira (17) os detalhes conhecidos até o momento sobre o atendimento prestado ao homem, informou o jornal Asahi
Ao ser questionada se os procedimentos adotados foram adequados, a corporação evitou fazer uma avaliação. “Não podemos comentar. Tomaremos as medidas apropriadas com base nos fatos que forem esclarecidos”, informou.
O diretor do Departamento de Assuntos Gerais da Polícia Metropolitana, Toru Matsushita, apresentou os resultados preliminares da apuração e manifestou condolências. “Expressamos nossos sentimentos à família e às demais pessoas envolvidas”, declarou.
Prisão após acidente de trânsito
Segundo a polícia, Murat Çiçek dirigia um caminhão quando sofreu um acidente sem envolver outros veículos em 25 de junho, na cidade de Hachioji.
Ele não portava passaporte nem cartão de residência. Por isso, os policiais o prenderam em flagrante por suspeita de violação da Lei de Controle de Imigração, devido à falta do passaporte. O período de permanência autorizado havia terminado em 3 de junho.
Çiçek contou à polícia que chegou ao Japão em 2019 com um visto de curta permanência e que trabalhava como motorista no setor de demolição.
Posteriormente, ele mudou seu status de residência para “Atividades Designadas”, categoria definida individualmente para cada estrangeiro, e renovou a autorização algumas vezes. No entanto, segundo a polícia, seu pedido mais recente não recebeu aprovação.
Dor abdominal começou durante a detenção
Antes de permanecer sob custódia, Çiçek declarou que não tinha nenhuma doença.
No dia 29 de junho, ele vomitou no banheiro. No dia seguinte, reclamou de dor abdominal e prisão de ventre, e os agentes lhe deram um medicamento gastrointestinal. Durante esse período, ele continuou se alimentando.
Na manhã de 1º de julho, Çiçek recebeu a visita de um amigo. À tarde, porém, voltou a reclamar de dor abdominal e passou por exames em uma clínica.
O médico levantou a suspeita de apendicite aguda, entre outras possibilidades, mas concluiu que não havia necessidade de internação.
Temperatura corporal caiu para 34,1°C
Pouco depois de retornar da clínica à delegacia, por volta das 14h30, os agentes mediram a temperatura de Çiçek com um termômetro colocado na axila. O aparelho marcou 35,7°C.
Por volta das 20h30, ele carregou o próprio futon e se preparou para dormir. Logo depois, uma nova medição apontou 34,5°C.
Os agentes só verificaram novamente a temperatura pouco depois da meia-noite do dia 2, quando Çiçek disse que estava com calor. Dessa vez, um termômetro sem contato registrou 34,1°C.
Na manhã do mesmo dia, os agentes encontraram o homem caído dentro da área de detenção. Uma ambulância o levou ao hospital, onde a equipe médica confirmou a morte.
A polícia explicou que o médico havia orientado os agentes a entrar em contato caso Çiçek apresentasse febre. Entretanto, a corporação não tinha critérios específicos de atuação para casos de temperatura corporal baixa.
“Pretendemos confirmar todos os fatos relacionados ao caso”, informou a Polícia Metropolitana de Tóquio.
Irmã cobra esclarecimentos sobre a morte
A irmã de Çiçek, de 36 anos, viajou da Turquia ao Japão depois de receber a notícia por meio da Embaixada do Japão no país.
Acompanhada de advogados, ela se reuniu com representantes da polícia, mas afirmou que as explicações apresentadas não foram suficientes.
A mulher também questionou o diagnóstico da clínica e o motivo de o irmão não ter sido internado, apesar de ter reclamado de fortes dores durante toda a noite.
“Ele poderia ter sido salvo se tivesse sido levado rapidamente a um hospital bem equipado”, afirmou. “Quero saber o que aconteceu com meu irmão e por que ele morreu. Quero conhecer a verdade.”
A família considera entrar com uma ação judicial.
Participação em filme sobre intercâmbio cultural
Çiçek participou do filme “Minna Oshaberi!”, uma comédia sobre o intercâmbio cultural entre a comunidade surda do Japão e o povo curdo.
A irmã o descreveu como o “apoio emocional da família”. Ele era um dos 12 irmãos.
Segundo ela, Çiçek planejava retornar à Turquia na primavera do próximo ano.





Médico do JP tá mais pra açougueiro, o cara manifestando sintomas claros de princípio de parada cardíaca e o medico ignorou ? .. Se um japonês fala que dói o cabelo o médico deixa ele em observação por dias . Precisa desenhar o motivo ?