Wakayama၊ ဂျပန် – Um casal recebeu nesta quarta-feira (15) uma condenação de oito anos de detenção pela morte da filha de 2 anos por negligência, em Wakayama. Embora soubessem que a menina estava extremamente magra e apresentava ferimentos, os pais não procuraram atendimento médico.
O Tribunal Regional de Wakayama considerou Haru Taira e Nanami Taira, ambos de 26 anos, culpados pelo crime de abandono seguido de morte. A Promotoria havia pedido uma pena de nove anos para cada um.
O caso ocorreu em julho de 2025, na residência onde a família morava, na cidade de Wakayama. A filha Runa tinha lesões no queixo e estava visivelmente debilitada.
Quando morreu, a menina pesava cerca de 6 quilos, aproximadamente metade do peso médio de uma criança de 2 anos. De acordo com o jornal Asahi, os país não a alimentavam adequadamente, e a debilidade se tornou um fator de agravamento de sua saúde.
Pais priorizaram ocultação dos maus-tratos
Ao anunciar a sentença, a juíza Keiko Fukushima afirmou que a criança sofreu agressões contínuas desde que tinha 1 ano e 6 meses, em uma situação na qual dependia exclusivamente dos pais.
“É impossível dimensionar o desespero de ter sua curta vida encerrada após sofrer maus-tratos daqueles que deveriam lhe dar amor”, declarou a magistrada.
Segundo a sentença, os pais priorizaram esconder os abusos e deixaram de levar a filha ao médico. Para a juíza, essa conduta merece “forte reprovação”.
O tribunal também apontou que a menina deixou de receber alimentação suficiente depois que o irmão mais velho começou a frequentar o jardim de infância, período em que passou mais tempo sozinha com a mãe.
A criança apresentava alterações na cor da pele, anormalidades nas fezes e dificuldades para abrir a boca. Conforme a decisão, a partir desse momento já estava evidente que ela precisava passar por uma avaliação médica.
Tribunal considera responsabilidade dos pais equivalente
Durante o julgamento, a defesa da mãe pediu uma pena de sete anos de detenção. Já os advogados do pai consideraram adequada uma condenação de até seis anos.
A defesa dele também alegou que a maior parte dos maus-tratos teria sido praticada pela mãe e, por isso, os dois deveriam receber punições diferentes.
O tribunal reconheceu que a maioria das agressões partiu da mãe. No entanto, concluiu que o pai também conhecia o estado de saúde da filha e não tomou providências para protegê-la.
Além disso, segundo a sentença, ele demonstrava rejeição à menina e participou de tentativas de impedir que parentes descobrissem os abusos. Para a juíza, essa atitude contribuiu de forma significativa para o agravamento dos maus-tratos.
Dessa forma, o tribunal concluiu que não havia diferença relevante no grau de responsabilidade dos dois e condenou cada um a oito anos de detenção.





O Japão me surpreende sempre ! É cheio de regras e leis nos mínimos detalhes, mas quando dois adultos capazes e responsáveis pelos seus atos comete um crime dessa magnitude, recebe míseros 8 anos de prisão, realmente é coisa pra se pensar! Será que esses nihondins querem mesmo o aumento da natalidade???????