Hamada, Japão – A polícia da província de Shimane prendeu, na segunda-feira (13), uma filipina suspeita de armazenar o medicamento para diabetes Mounjaro com o objetivo de vendê-lo sem autorização.
Segundo a investigação, ela mantinha o produto em uma clínica de massagem que administrava na cidade de Hamada e também oferecia o medicamento pelas redes sociais, informou o Chugoku Shimbun.
As autoridades prenderam Marisa Pesigan Sakai, de 52 anos, moradora da cidade de Kitahiroshima, na província de Hiroshima.
Medicamento oferecido pelas redes sociais
De acordo com a Delegacia de Hamada, a filipina tinha três canetas de Mounjaro, cada uma contendo 5 miligramas do medicamento, para fins de venda, sem possuir autorização como proprietária de farmácia ou licença para comercialização de medicamentos, o que configura violação da Lei de Produtos Farmacêuticos e Dispositivos Médicos do Japão.
Além disso, a polícia informou que ela utilizava as redes sociais para oferecer o medicamento a possíveis compradores.
A mulher já estava presa sob suspeita de realizar, sem autorização, procedimentos como a aplicação de ácido hialurônico na pele.
Uso do Mounjaro para emagrecimento preocupa autoridades
O Mounjaro é um medicamento indicado para o tratamento do diabetes tipo 2 e deve ser aplicado pelo próprio paciente por meio de injeção.
No entanto, seu uso para emagrecimento, finalidade diferente da indicada originalmente, tem se tornado um problema social no Japão.
Por isso, o Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar alerta que a compra e venda do medicamento entre pessoas físicas é ilegal. O órgão também afirma que o uso para fins diferentes do tratamento previsto pode provocar efeitos colaterais inesperados.




