Hokota, Japão – Um corretor sem licença foi preso em Ibaraki na última quinta-feira (9) após uma investigação apontar que ele atuava havia cerca de 10 anos sem autorização legal. Ele também alugava e vendia imóveis para residentes estrangeiros em situação irregular no Japão.
A descoberta do caso ocorreu durante uma apuração da polícia iniciada após a prisão de quatro vietnamitas por posse de maconha. As investigações levaram até a imobiliária administrada pelo suspeito, localizada na cidade de Hokota.
Investigação aponta atuação sem licença por cerca de 10 anos
De acordo com informações do Ibaraki Shimbun, o homem, de 43 anos e morador de Itako, havia trabalhado anteriormente no setor imobiliário. Depois de assumir o próprio negócio, porém, não obteve a licença comercial exigida pela Lei de Transações Imobiliárias de Ibaraki.
Segundo a polícia, entre 16 de fevereiro de 2024 e 20 de novembro de 2025, o suspeito comprou terrenos e imóveis em Hokota por aproximadamente 9,5 milhões de ienes. Posteriormente, vendeu propriedades localizadas em Hokota e Kashima para outras duas pessoas por um total de 5,5 milhões de ienes.
A maior parte dos imóveis negociados consistia em casas construídas há mais de 20 anos. As investigações também indicam que a imobiliária irregular administrava cerca de 600 imóveis e possuía aproximadamente 300 clientes.
Ainda conforme a polícia, desde que assumiu a empresa de um conhecido, em 2016, as atividades comerciais ilegais teriam gerado cerca de 130 milhões de ienes em vendas.
Prisão de vietnamitas levou ao corretor
Em janeiro deste ano, a polícia de Ibaraki prendeu quatro vietnamitas por violação da Lei de Controle de Narcóticos, após encontrar maconha em uma residência localizada em Hokota.
Durante a investigação, os agentes identificaram que o imóvel onde os estrangeiros viviam estava sob administração do suspeito.
A apuração avançou e revelou que estrangeiros sem documentação viviam em outros imóveis administrados por ele. Além disso, as negociações de aluguel também eram realizadas sem a licença exigida por lei.
Até o momento, a polícia deteve 10 estrangeiros, entre vietnamitas e tailandeses, por violação da Lei de Controle de Imigração e Reconhecimento de Refugiados.
Segundo os investigadores, todos moravam em imóveis administrados pelo homem, pagando aluguéis entre 50 mil e 70 mil ienes.
Empresa também deverá enfrentar acusações
Além da prisão do suspeito, a polícia informou que pretende encaminhar a empresa imobiliária administrada por ele, como pessoa jurídica, ao Ministério Público por violação da Lei de Negócios de Transações Imobiliárias.




