တိုကျို၊ ဂျပန် – O chefe de uma NPO japonesa preso por suspeita de intermediar transplantes de órgãos no Camboja em troca de pagamento foi indiciado nesta quinta-feira (9), juntamente com outros dois homens. Segundo a investigação, o grupo teria movimentado mais de 45 milhões de ienes por meio do esquema, em desacordo com a legislação japonesa.
As autoridades apontam que os suspeitos recrutavam pacientes interessados em realizar transplantes no exterior e cobravam pelo serviço de intermediação, apesar de a legislação proibir esse tipo de atividade remunerada.
Chefe da organização e outros dois homens presos
De acordo com informações da TV Asahi, Hiromichi Kikuchi, de 66 anos, era chefe da NPO International Medical Consultation Office, sediada em Tóquio. Por meio da organização, ele intermediava transplantes de órgãos realizados fora do Japão mediante pagamento.
Também foram presos seu filho, Mitsuru Kikuchi, de 42 anos, e o diretor da entidade, Takaki Ando, de 66 anos.
အစီအစဉ်က ဘယ်လိုအလုပ်လုပ်ခဲ့လဲ
Segundo a investigação, Kikuchi utilizava um canal no YouTube chamado “Overseas Transplant Channel” para divulgar vídeos explicando os procedimentos e atrair pessoas interessadas em transplantes, direcionando os pacientes ao site da organização.
Os suspeitos afirmavam aos interessados que o serviço “não era ilegal, pois se tratava de apoio financeiro para a cirurgia de transplante”.
Pela legislação japonesa, órgãos de doadores falecidos ou diagnosticados com morte cerebral podem passar por transplantes mediante aprovação do Ministério da Saúde. No entanto, a lei não permite tanto a venda de órgãos quanto a intermediação remunerada desses procedimentos.
No ano passado, um homem de 70 anos procurou a organização para realizar um transplante de rim. Posteriormente, ele viajou ao Camboja acompanhado por Mitsuru Kikuchi, onde passou pela cirurgia realizada por uma equipe de médicos chineses. A investigação acredita que a doadora fosse uma mulher cambojana na faixa dos 20 anos.
Segundo o Departamento de Polícia Metropolitana de Tóquio, o paciente pagou ao grupo um total de 12,36 milhões de ienes. A suspeita é que Hiromichi Kikuchi tenha recebido o dinheiro sob o argumento de que seria destinado a gratificações para médicos.
Polícia investiga outros transplantes
As investigações indicam que, além do caso envolvendo o paciente de 70 anos, o grupo teria intermediado transplantes para outras cinco pessoas.
De acordo com a polícia, o grupo recebeu mais de 45 milhões de ienes dos pacientes como honorários médicos, sendo que mais de 30 milhões de ienes desse total teriam ido diretamente a Hiromichi Kikuchi.
Chefe da NPO já cumpria pena
Kikuchi já havia sido preso anteriormente por incentivar um homem a realizar um transplante de fígado em um hospital da Bielorrússia sem autorização do governo.
Após obter liberdade sob fiança em julho de 2023, posteriormente recebeu a condenação à prisão e passou a cumprir pena a partir de janeiro deste ano.
A organização sem fins lucrativos atualmente investigada teve fundação em março de 2024, período em que Kikuchi estava em liberdade sob fiança.
Segundo a polícia, ele estaria endividado em razão de honorários advocatícios e outras despesas relacionadas à primeira prisão. A investigação aponta que a maior parte dos cerca de 12 milhões de ienes supostamente recebidos do paciente de 70 anos teve como destino a quitação dessas dívidas.
Até o momento, a Polícia Metropolitana de Tóquio não informou se os três suspeitos admitiram ou negaram as acusações.




