တိုကျို၊ ဂျပန် – O governo metropolitano de Tóquio lançou na semana passada um site especial chamado “Fujisan Kouhai” (Queda de Cinzas do Monte Fuji), apresentando um vídeo produzido com inteligência artificial que mostra o que poderia acontecer caso o vulcão, adormecido desde o período Edo, voltasse a entrar em erupção.
O material alerta para os diversos impactos que a queda de cinzas vulcânicas poderia provocar. No setor de transporte, estradas poderiam enfrentar lentidão e congestionamentos, enquanto trens e aviões correm o risco de parar mesmo diante de pequenas quantidades de cinza, resultando em colapso da rede de mobilidade, dificuldades para o retorno de pessoas e paralisação da logística.
As chamadas “linhas vitais” também seriam atingidas. A chuva sobre fios de eletricidade e antenas de telefonia cobertos de cinza poderia causar blecautes e falhas de comunicação. Há ainda a possibilidade de contaminação da água potável, além de entupimento ou refluxo no sistema de esgoto.
A saúde da população também estaria em risco. As cinzas poderiam causar irritação, dor e coceira nos olhos, além de afetar nariz, garganta e pulmões, provocando tosse, dor e dificuldades respiratórias.
Um episódio semelhante já ocorreu há cerca de 300 anos: em dezembro de 1707, durante a erupção Houei, o Monte Fuji lançou cinzas durante 16 dias consecutivos, alcançando dezenas de quilômetros de altura. O material vulcânico cobriu não apenas a região de Kanto, mas chegou até o mar. Registros históricos apontam que, em Oyama (Shizuoka), a 10 km da cratera, a camada de cinzas atingiu 3 metros de altura; em Isehara (Kanagawa), a 50 km, chegou a 30 cm; e em Ichihara (Chiba), a 120 km, alcançou 8 cm.
As cinzas vulcânicas são formadas por partículas extremamente pequenas, duras e pontiagudas, que não desaparecem naturalmente — sendo necessário removê-las ativamente.
Em caso de erupção, o primeiro passo é a busca por informações oficiais. A Agência Meteorológica do Japão (JMA) já emite previsões de queda de cinzas indicando onde e em que quantidade elas podem ocorrer. Além disso, em abril deste ano, a JMA introduziu um sistema de alertas e avisos específicos sobre cinzas vulcânicas, incluindo orientações de evacuação e impacto esperado na vida cotidiana.
O governo de Tóquio recomenda, durante episódios de queda de cinzas, evitar sair de casa sempre que possível, manter portas e janelas bem fechadas, vedar frestas com toalhas e cobrir a unidade externa de aparelhos de ar-condicionado. Caso seja inevitável sair, deve-se usar óculos de proteção e máscara, além de evitar dirigir.
Como preparação antecipada, as autoridades orientam a população a manter em casa kits de emergência com água, lanternas, óculos, máscaras e alimentos para pelo menos três dias — sendo ideal ter provisões suficientes para até uma semana.




