အိုင်ချီ၊ ဂျပန် – Dois brasileiros prestaram queixa na Delegacia de Polícia de Nakagawa, em Nagoia (Aichi), na madrugada desta sexta-feira (28), alegando que sofreram agressões físicas e xingamentos por parte de um japonês, enquanto faziam entregas de encomendas pela Amazon na noite de quarta-feira (26).
Luan Morita, de 25 anos, e seu amigo, de 27 anos, que trabalha para a Amazon, o qual não quis se identificar, disseram que estavam em uma rua estreita em Kyosu, nos arredores de Nagoia, quando um Prius parou na via e seu motorista saiu nervoso, dizendo que não gosta de estrangeiros.
“Ele chegou chutando a porta do carro do meu amigo e ainda conseguiu abrir a porta e nos agredir com socos na cara. Ele me deu uma cabeçada, que me causou sangramento. Ele dizia para voltarmos para nosso país e que iria nos matar. Ele parecia drogado”, contou Luan.
Além disso, ele deu um soco no para-brisa dianteiro, causando uma grande rachadura no vidro.
Os dois brasileiros disseram que conseguiram tirá-lo do veículo e o japonês passou a segui-los de carro.
Luan disse que o agressor chegou a bater na lateral do carro de seu amigo, fazendo com que o veículo rodasse.
Na delegacia
Quando os dois chegaram à delegacia de Nakagawa, em Nagoia, eles relataram o que havia acontecido, mas os policiais não pareceram interessados em registrar a queixa, segundo Luan.
“Não foi um, mas vários deles nos trataram com desdém. Não queriam examinar nosso carro e ainda disseram que nós havíamos roubado mercadorias, só por sermos estrangeiros”, relatou Luan, que contestou dizendo que se tratava de encomendas da Amazon.
Mesmo explicando que as agressões partiram do japonês, os policiais não pareciam à vontade para registrar a queixa, conforme os brasileiros. “Eles nos acusaram de ter atropelado o japonês. Então eu falei que se tivesse sido assim, a frente do carro estaria amassada. De todo jeito eles queriam nos culpar”, comentou Luan.
Depois de muita insistência, os policiais fizeram uma perícia no veículo do amigo de Luan.
Mas como os dois sentiam dores pelas agressões, Luan pediu para eles chamarem a ambulância, o que recusaram a fazer, segundo o brasileiro. “Eu tive que ligar e pedir para trazerem a ambulância até a delegacia”, relatou Luan.
Os policiais perguntaram o motivo de terem ido até a delegacia. Luan contou repetiu que ele e seu amigo haviam sido agredidos e queriam que o japonês fosse preso.
“Passamos o local onde tudo aconteceu. Mas eles não deram muita atenção. Falaram que teríamos que fazer a queixa na delegacia de Kyosu. Pedimos então para que passassem o que relatamos para lá, mas se recusaram. Fiquei muito chateado com o preconceito deles. Se fosse um estrangeiro que tivesse agredido um japonês, eles atenderiam na hora”, lamentou Luan.
Luan contou que está no Japão há 18 anos e que seu amigo está há 5. “Nos meus 18 anos de Japão nunca aconteceu nada assim comigo. Os policiais até deram a entender que não iriam atrás do suspeito que nos agrediu”, lamenta.
ဓာတ်ပုံများ- ပံ့ပိုးပေးထားသည်/အခြားရွေးချယ်စရာ
O para-brisa do carro do brasileiro

Policial realizando a perícia no carro na delegacia de Nakagawa, conforme gravação feita por Luan Morita




