တိုကျို၊ ဂျပန် – O forte terremoto de magnitude 7,6 na Península de Noto, em Ishikawa, completou três meses nesta segunda-feira (1), após deixar um saldo de 244 mortos, incluindo 15 casos de óbitos ocorridos de forma indireta ao desastre.
Apesar da diminuição no número de tremores em comparação ao período inicial, o Comitê de Investigação Sísmica do governo alerta para o risco de novos abalos fortes acompanhados de tsunamis, recomendando contínua atenção, informaram o jornal Yomiuri a emissora NHK.
Até domingo (31), a Agência Meteorológica do Japão registrou 1.771 tremores com intensidade de 1 ou mais na escala japonesa desde o início do ano na região. No último mês, houve dias em que o número de terremotos por dia foi inferior a dez, e alguns dias não registraram nenhum tremor de intensidade 1 ou mais. No entanto, a atividade sísmica na região de Noto e arredores continua a ser considerada ativa.
Há precedentes de grandes terremotos seguidos por outros significativos meses depois, como os terremotos de Niigata em 2004 e Kumamoto em 2016.
Em resposta ao desastre, o governo planeja utilizar de forma flexível os recursos financeiros alocados no orçamento do novo ano fiscal para a reconstrução de moradias e a recuperação econômica das áreas afetadas. Mais de 8.000 pessoas permanecem em abrigos, e problemas como falta de água persistem, principalmente nas cidades de Suzu e Wajima.
Além disso, 140 pessoas continuam a dormir em seus carros, e 7.757 estão abrigadas em casas de parentes dentro e fora da província.
Os danos às habitações totalizam 75.430 unidades, das quais 8.420 foram completamente destruídas. A província de Ishikawa iniciou a construção de 4.956 casas temporárias de emergência em oito cidades e vilarejos, incluindo Wajima e Suzu, mas apenas 894 unidades foram concluídas.
A falta de água, que afetou cerca de 110.000 residências no dia do terremoto, foi resolvida em Shika e Anamizu no último mês. No entanto, aproximadamente 7.860 residências, principalmente na região de Oku-Noto, incluindo quase toda a área de Suzu, ainda não tiveram o fornecimento de água restaurado.
Desde janeiro, o governo vem utilizando fundos de reserva do orçamento do último ano fiscal para apoiar a reconstrução de infraestrutura e de habitações temporárias, entre outras iniciativas.
O orçamento do novo ano fiscal, aprovado na semana passada pelo Parlamento, inclui um aumento dos fundos de reserva para 1 trilhão de ienes, destinados à resposta ao desastre, dobrando o valor inicialmente previsto. Além da demolição de casas destruídas e reconstrução de habitações, o governo visa revitalizar as indústrias tradicionais e a economia local como parte dos esforços de recuperação.
Além disso, o governo iniciou em março uma revisão das respostas anteriores ao desastre, buscando identificar e implementar melhorias nas futuras medidas de resposta a desastres.
ဓာတ်ပုံ- Reproduction/NHK
Estragos causados pelo terremoto na península de Noto, em Ishikawa