Para Kishida, pessoas com doenças, idosos, mulheres grávidas e outras pessoas em condições vulneráveis devem ter prioridade na transferência para abrigos onde possam ter condições melhores.
O primeiro-ministro acrescentou que mais especialistas em saúde deveriam ser enviados para os abrigos, além de ser acelerada a distribuição de equipamentos de aquecimento e produtos sanitários.
Nesta terça-feira, ainda, o primeiro-ministro aprovou a alocação de 4,74 mil milhões de ienes (33 milhões de dólares) dos fundos de reserva do orçamento fiscal de 2023 para apoiar as vítimas do terremoto na Península de Noto, incluindo medidas para ajudar as pessoas afetadas a lidar com o tempo frio.
O governo central planeja também aumentar os fundos de reserva destinados no projeto de orçamento para o próximo ano fiscal de 2024, que inicia no mês de abril, dos atuais 500 mil milhões de ienes, para financiar os esforços de recuperação de desastres, de acordo com Kishida.
Polícia vasculha escombros
A polícia da província de Ishikawa iniciou uma operação de busca em grande escala nos escombros de um mercado destruído por um incêndio em Wajima, após o forte terremoto de magnitude 7,6 ocorrido no primeiro dia do ano, publicou a Kyodo News.
O mercado era um ponto turístico na cidade e o fogo destruiu totalmente cerca de 200 edificações ali, segundo a prefeitura e os bombeiros.
Havia muitas construções de madeira no mercado, que era bastante popular entre os turistas devido aos seus mais de 1.000 anos de história.
O total de mortos até agora em Ishikawa chega a 202, conforme a agência Jiji Press. Além disso, pelo menos 565 pessoas ficaram gravemente feridas na província de Ishikawa.
As autoridades disseram que ainda não se sabe o paradeiro ou as condições de segurança de 102 pessoas.
O governo de Ishikawa divulgou também que 1.425 edifícios foram danificados pelo terremoto.
A situação dos mais de 28 mil desabrigados em centros de evacuação é preocupante. Apesar de aos poucos chegar todo tipo de ajuda, como água, alimentos e até banheiros portáteis, as condições mentais e físicas das pessoas vai deteriorando.
Além disso, estão surgindo casos de infecções por coronavírus nesses centros, enquanto outras 3.300 pessoas, especialmente em Wajima e Suzu, permanecem isoladas devido aos danos causados pelo tremor em estradas.
Mais de 80 escolas, incluindo Wajima e Suzu, não puderam ainda dar início às aulas devido a instalações danificadas. As demais, que não sofreram danos, reiniciaram as atividades escolares.