အပ်ဒိတ်လုပ်ခဲ့သည့်ရက်စွဲ- 03/04/2024 16:30
Ishikawa၊ ဂျပန် – Um aglomerado de 100 casas no distrito Akasaki, na cidade de Hakui, província de Ishikawa, chama a atenção pelo fato de não terem desabado, mesmo estando a alguns quilômetros de distância do epicentro do poderoso terremoto do dia 1 de janeiro, publicou a France Presse.
O proprietário de uma delas, Masaki Sato, veio de Tóquio para conferir a segurança de seu imóvel, que ele usa como pousada de verão. Ele acredita que a casa é resistente por ter muitas divisões pequenas e colunas.
A casa tem 85 anos e Sato a possui desde 2017. Ele também acredita que o imóvel é resistente por ter poucas janelas de vidro, o que favorece nos períodos de forte chuva, neve e contra os ventos que sopram do Mar do Japão.
Sato explica que a casa é feita de ripas de madeira resistente, dispostas horizontalmente. Além disso é sustentada por grossas vigas que cruzam o teto.
Na maior parte das cidades atingidas pelo terremoto, o que se vê são as paredes das casas destroçadas. Mas na vila Akasaki não houve vítimas nem danos, a não ser uma ou outra telha caída.
Mesmo as ondas do tsunami provocadas pelo terremoto não atingiram as casas, que são construídas em terrenos ligeiramente inclinados, com tetrápodes formando uma barreira no mar.
As casas não são totalmente livres de danos. Com o forte abalo na região, na casa de Sato pratos quebraram, eletrodomésticos tombaram e uma porta de madeira ficou danificada. Mas não passou disso.
“Senti-me muito encorajado porque a vila ainda está lá. Acho que é graças ao design das casas”, disse Sato.
Outro morador, Seiya Shinagawa, afirma que as outras casas também não tiveram problema, por terem mais ou menos o mesmo desenho e estrutura.
As casas da vila foram destruídas em um incêndio no final da década de 1930, quando os moradores decidira reconstruí-las com uma estrutura mais forte.
O maior problema da vila, porém, é outro: o envelhecimento de sua população.
A maioria ali tem mais de 65 anos de idade e muitos dos moradores são sozinhos, como é o caso de Akiyo Wakasa, de 74 anos.
Para ela, o problema da idade é que custa caro contratar alguém para consertar as casas.
A vila não é reconhecida pelo governo como um bem cultural, mas é um lugar onde as pessoas levam um estilo de vida simples e antiquado.
Quando uma casa fica vazia, por não ter mais moradores, ela é demolida, tirando o charme da vila.
Para Sato, “Akasaki, que preservou um design habitacional único e uniforme, vai perdendo sua aparência cênica.”
Para manter a história e o visual especial da vila, Sato comprou cinco casas e galpões, nas quais pretende abrir cafés e restaurantes.
ဓာတ်ပုံ- မျိုးပွားခြင်း