တိုကျို – O órgão que monitora a ética em rádios e emissoras de TV no Japão advertiu que os programas de variedades televisivos usam a dor alheia como entretenimento. E por esse motivo pediu aos produtores que sejam mais cautelosos com o conteúdo levado ao ar, para que não incentivem a prática de maus-tratos (ijime, em japonês), publicou a NHK.
A Broadcasting Ethics and Program Improvement Organization (BPO) afirmou que os programas de variedades em emissoras japonesas têm envolvido artistas em ações que resultam em dor física ou psicológica para provocar risos tanto do elenco quanto dos telespectadores.
A BPO tem três comitês, um que discute a ética da programação, outro que investiga reclamações relativas a direitos humanos e a terceira diz respeito ao conteúdo voltado ao público jovem.
O comitê voltado aos jovens já vinha discutindo o conteúdo de tais programas desde agosto de 2021 diante das reclamações de espectadores de que estariam incentivando a prática do ijime.
Para o comitê, os jovens que assistem a esses programas poderão imitar o que foi mostrado nos programas.
Os membros da BPO disseram ainda que quando assistem artistas rindo da dor alheia, pode transmitir a ideia de que não devem interferir diante de casos de bullying.
A BPO argumenta que as últimas descobertas científicas na área indicam que esse tipo de conteúdo pode ter um impacto negativo nos jovens quanto ao desenvolvimento da empatia, bem como na maneira como eles veem as pessoas ao redor.
O comitê pediu aos produtores de TV em 2007 que reconsiderassem a prática de atos violentos e com caráter sexual nos programas que tinham artistas como convidados.
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