ဆောပိုလို – “Ainda não sei explicar que tipo de emoção me fez puxar o gatilho”, diz Elize Matsunaga, mais de nove anos depois de assassinar e esquartejar seu marido, Marcos Matsunaga.
Pela primeira vez após o caso, ela quebra o silêncio em uma entrevista para a nova série documental da Netflix, “Elize Matsunaga: Era uma vez um crime”, que estreia em 8 de julho.
O documentário traz depoimentos de Elize, familiares e colegas dela e da vítima, além de especialistas que acompanharam as investigações – incluindo jornalistas, advogados de defesa, promotores e especialistas criminais.
Com quatro episódios de 50 minutos cada, a produção também revisita o passado de Elize, desde a infância em Chopinzinho, uma pequena cidade do Paraná, até a conturbada relação com o empresário antes de seu assassinato.
Traz também os detalhes que acompanharam o crime, desde as tentativas de encobrimento até a confissão e a prisão, o julgamento em 2016 e também as licenças temporárias concedidas pela Justiça brasileira, que foram acompanhadas pela equipe de filmagem.
Inicialmente, Elize foi condenada em 2016 a 19 anos e 11 meses pelo crime. Anos depois, em 2019, a sentença foi atenuada por conta da confissão do crime, dessa vez para 16 anos e três meses, que ela cumpre em regime semiaberto.
“Senti uma grande responsabilidade moral em dirigir esta série. Não só pela família e amigos do Marcos que sofreram com a tragédia, mas também pela Elize, família, pessoas que nada sabiam sobre isso, mas que também sofrem as consequências até hoje”, disse Eliza Capai, que dirigiu a série documental.
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