တိုကျို – Quando assumiu as rédeas para a realização da nova franquia “Star Trek”, em 2009, quase cinco décadas depois da estreia na TV e um sucesso estelar durante todos esses anos, J.J. Abrams alcançou um feito: criar uma narrativa moderna para conquistar as novas gerações de espectadores, sem desrespeitar o universo venerado pelos fãs.
O êxito da produção tornou-a uma nova franquia, seguida por “Além da Escuridão” (2013), que ainda revestia de uma nova roupagem o vilão Kan (rejuvenescido pelo ator Benedict Cumberbatch). Um filme subestimado, pois o excesso de efeitos deixa nas sombras o belo trabalho realizado pelos roteiristas (Roberto Orci e Alex Kurtzman) e pelo elenco, sob a batuta de Abrams.
Este terceiro episódio “Star Trek – Sem Fronteiras” mantém os mesmos elementos e qualidades, mesmo com a direção de Justin Lin (chancelada por Abrams), responsável pelo sucesso de “Velozes e Furiosos”. Ele traz ainda mais vigor à ação, quando as cenas estão longe do espaço, como se verá no decorrer da projeção.
Se o primeiro longa apresentava aos personagens seu destino, a sequência os amadurecia em sua jornada. Agora, é hora de enfrentar as dúvidas de suas escolhas. O capitão Kirk (Chris Pine), que até então seguia os passos de seu pai herói George Kirk (Chris Hemsworth), busca entender o que quer para si, enquanto a Spock (Zachary Quinto) recai o peso de reviver a cultura vulcana.
Os longos períodos a bordo da Enterprise tornam-nos praticamente guardiões dos valores da Federação, levando-os à beira do tédio. Mas o marasmo muda quando uma nave pede socorro em uma área desconhecida do espaço. Um embuste que os atrairá até o novo vilão Krall (Idris Elba), um humanoide de aparência réptil, que literalmente suga a força vital de humanos para se fortalecer.
Maniqueísta como todo vilão da narrativa “Star Trek”, Krall é uma figura perversa cuja missão é destruir não apenas os valores pregados pela Federação, como qualquer um que esteja sob sua guarda. A começar pela própria Enterprise, feita em pedaços por naves coordenadas como um enxame de abelhas, muito similar ao visto na produção “Ender’s Game – O Jogo do Exterminador” (2013).
Quando caem no planeta habitado por Krall, a tripulação (grande parte aprisionada) precisa se virar e evitar que o vilão construa sua arma da morte. Será quando Bones (Karl Urban) dividirá hilariantes cenas com Spock, no confronto de suas antipatias mútuas e Scotty (Simon Pegg, que também assina o roteiro) conhecerá a felina Jaylah (Sofia Boutella), peça fundamental para os planos do capitão Kirk.
As sequências no planeta inóspito, em que a equipe tenta se agrupar (e o filme perde em agilidade), é o que aproxima este terceiro episódio da essência da série iniciada na década de 1960. Há um visual retrô nas cenas, que culminam com um passeio de moto de Kirk. Surpresas e referências para quem é fascinado por “Star Trek”.
No Japão, onde o filme tem o nome original “Star Trek Beyond”, a estreia nos cinemas aconteceu nesta sexta-feira (21).
ဓာတ်ပုံ- သတင်းထုတ်ပြန်ချက်
Cena do filme “Star Trek – Sem Fronteiras”




