တိုကျို၊ ဂျပန် – O Tribunal Regional de Shizuoka, filial de Hamamatsu, condenou na quinta-feira (12) um brasileiro acusado de ocultar o corpo do pai de um ex-colega de trabalho japonês. A sentença fixada foi de dois anos de prisão, mas o réu recebeu suspensão da pena por cinco anos e vai cumpri-la em liberdade condicional, informou a emissora local SBS.
O condenado é Maicon Alberto Mitsuyuki Chiba, de 42 anos, vendedor ambulante residente na cidade de Satte, província de Saitama.
De acordo com a decisão judicial, em agosto de 2025 o réu Maicon Alberto Mitsuyuki Chiba, de 42 anos, transportou o corpo de Kazumasa Goto, então com 75 anos, envolvendo-o em lençóis e retirando-o da residência da vítima, no distrito de Chuo, em Hamamatsu. Em seguida, abandonou o cadáver em uma área montanhosa na mesma cidade.
As investigações apontaram que o filho da vítima, Shohei Goto, de 28 anos, teria solicitado ao brasileiro o transporte e ocultação do corpo, oferecendo vários milhões de ienes pelo serviço.
Durante a leitura da sentença, a juíza Akina Omura destacou que o réu sabia que se tratava do corpo de uma vítima de homicídio e que, motivado por alta recompensa financeira, envolveu outras pessoas e executou a maior parte da ação criminosa, o que “merece forte reprovação”.
Por outro lado, a magistrada considerou circunstâncias atenuantes, como o fato de o brasileiro ter confessado o crime desde a prisão e contribuído para o esclarecimento dos fatos. Avaliou, assim, que não seria necessário impor cumprimento imediato da pena em regime fechado.
A Promotoria Pública havia solicitado pena de dois anos de reclusão, pedido que foi acolhido, mas com a concessão da suspensão condicional por cinco anos. Nesse período, o réu poderá ter uma vida normal, mas a liberdade será cancelada e ele voltará para a prisão caso cometa um novo crime ou infração.
Filho e nora se tornam réus por homicídio
Paralelamente, a Promotoria de Shizuoka indiciou Shohei Goto, o filho da vítima, pelos crimes de homicídio e ocultação de cadáver. A esposa dele, a filipina Emari Bismanos Goto, de 29 anos, também foi formalmente acusada de homicídio.
Segundo a acusação, o casal teria agido em conjunto no dia 31 de julho, entre aproximadamente 17h50 e 19h45, estrangulando Kazumasa Goto com as mãos dentro de sua residência.
Posteriormente, na madrugada de 12 de agosto, Shohei teria participado da remoção do corpo junto com o réu brasileiro, envolvendo-o em lençóis e descartando-o em uma área de floresta no distrito de Hamana.
Idoso havia denunciado movimentações suspeitas na conta bancária
A vítima havia procurado a Delegacia de Hamamatsu na tarde de 31 de julho, relatando saques suspeitos em sua conta bancária. A polícia teria sido informado que havia grande possibilidade de o responsável ser o próprio filho.
O idoso afirmou aos policiais que conversaria com o filho — encontro que teria resultado em sua morte horas depois.
Após o desaparecimento da vítima, policiais tentaram contato por telefone e visitaram a residência, mas só em 16 de agosto um parente comunicou que ele não era visto há dias. O corpo foi localizado em 28 de outubro.
O filho foi preso inicialmente em 3 de setembro, suspeito de sacar cerca de ¥750 mil usando um cartão bancário em nome do pai, obtido de forma ilegal.




