Takahama, Japão – Dois brasileiros residentes na província de Aichi foram presos por vender drogas a um agente disfarçado do departamento de narcóticos do governo durante uma investigação sigilosa. Eles são suspeitos de comercializar cocaína e metanfetamina (shabu), violando as leis japonesas de controle de entorpecentes e estimulantes, informou a emissora Nagoya TV nesta segunda-feira (14).
Os presos foram identificados como Thiago Toshio Kian, de 29 anos, empresário residente em Kariya, e Higor Yuji Tsubota, de 30 anos, corretor que vive em Hekinan. Ambos foram detidos e encaminhados à Promotoria Pública.
Segundo o Departamento de Repressão a Narcóticos do Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar, os dois agiram em conjunto e, com fins lucrativos, venderam uma pequena quantidade de cocaína e metanfetamina em pó por 10 mil ienes a um agente disfarçado de “cliente”, em janeiro deste ano, na cidade de Takahama.
Durante o interrogatório, Kian optou por permanecer em silêncio, enquanto Tsubota confessou os crimes, segundo as autoridades.
A investigação teve início após a equipe de narcóticos encontrar anúncios relacionados a drogas em redes sociais. Os agentes disfarçados conseguiram estabelecer contato com Tsubota, que realizava as vendas, e identificaram Kian como o responsável por coordenar as ações.
Durante as buscas, drogas avaliadas em aproximadamente 8,68 milhões de ienes foram encontradas em um dos carros ligados aos suspeitos. Foram apreendidas grandes quantidades de maconha, metanfetamina e cocaína.
As autoridades acreditam que os dois fazem parte de uma organização criminosa internacional, anônima e com estrutura flexível, conhecida como “Tokuryuu”, e que já teriam estabelecido laços com grupos de traficantes japoneses. A polícia continua investigando para esclarecer o funcionamento e a extensão dessa rede.
Um agente do Departamento de Repressão a Narcóticos (mayaku torishimari-kan/麻薬取締官), órgão do Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar, é um funcionário especializado do governo, com funções similares às de um policial em determinadas situações — como conduzir investigações, realizar prisões, portar arma de fogo, e executar operações disfarçadas.





