တိုကျို၊ ဂျပန် – Durante o movimentado feriado de Golden Week, os aeroportos japoneses ficam em alerta máximo para combater o contrabando de drogas. Desta vez, com permissão especial, câmeras da emissora TBS registraram os bastidores da alfândega no Aeroporto de Haneda, em Tóquio, em uma área “fora do mapa”, onde ocorre a linha de frente dessa batalha silenciosa.
Os agentes monitoram diariamente milhares de pessoas e bagagens que passam pelo terminal internacional de Haneda. A alfândega, que opera logo após o controle de imigração e antes da saída do terminal, é a “última barreira” contra o tráfico.
“As organizações de narcotráfico estão extremamente ativas. A cocaína é uma droga perigosa e assustadora”, disse Wataru Himoro, vice-chefe da alfândega de Haneda, à TBS, que exibiu a reportagem na terça-feira (29).
O uso de cocaína entre jovens tem crescido no Japão. Em 2024, a quantidade dessa droga apreendida nos aeroportos do país chegou a 260 quilos — o dobro do ano anterior.
Flagrante de uma “mula” brasileira
Durante uma operação de rotina, uma mulher usando um casaco rosa, vinda do Brasil, foi parada. Ao preencher o formulário de declaração de entrada e apresentar seu passaporte brasileiro, os agentes já estavam atentos: ela era considerada suspeita com base em seu histórico de viagens.
Em vez de seguir para a saída, ela foi conduzida à sala de inspeção — uma área restrita da alfândega. Lá, passou por interrogatório: “Você tem amigos no Japão?”, perguntaram. Ela respondeu: “Não. Estou aqui a turismo.”

Enquanto conversavam, os agentes examinavam suas bagagens usando instrumentos que detectam vestígios de drogas — sem encontrar nada. A mulher aparentava tranquilidade e até sorria.
No entanto, após ser levada à clínica do aeroporto para uma radiografia, seu comportamento mudou drasticamente. Ela começou a chorar e gritar ao telefone com a intérprete:
“Eu não tenho nada a esconder. Por que estão tentando me incriminar?”
A razão do pânico: as imagens de raio-X mostravam sombras suspeitas no abdômen. Novos exames revelaram dezenas de pequenas cápsulas — ela era uma “mula”.
“Ela é experiente. Já deve ter feito isso várias vezes. Os novatos geralmente não aguentam nem chegar aqui”, disse Katsuyuki Saito, especialista em drogas da alfândega.
Após uma semana internada, mais de 100 cápsulas foram expelidas. Todas continham cocaína. Segundo a mulher, ela havia engolido os pacotes com a ajuda de mel e água. Se qualquer um deles se rompesse, ela poderia ter morrido.
A brasileira foi presa e processada por violar a Lei de Controle de Narcóticos. “Ela confessou que fez isso por uma alta recompensa. Acreditamos que ela tenha feito isso várias vezes. É uma profissional”, afirmou o vice-chefe da alfândega.
O tráfico de drogas não se limita a criminosos experientes. Segundo as autoridades, ofertas suspeitas como ‘viagem gratuita ao exterior’ ou ‘traga apenas uma mala na volta’ podem esconder intenções criminosas.
Fotos: Reprodução/JNN




