Kofu, Japão – Um brasileiro de 23 anos foi preso na quarta-feira (21) por supostamente ter um papel chave na organização de um grupo de assaltantes que roubou relógios de luxo de uma joalheria em Kofu em julho do ano passado, informou a emissora NHK.
O brasileiro Ivan Itakura, que vivia em Tochigi na época do crime, é acusado de cumplicidade no roubo de 31 relógios avaliados em cerca de 25 milhões de ienes, incluindo peças da marca Rolex.
Este caso envolveu um grupo formado por membros que foram recrutados através de anúncios nas redes sociais para fazer “trabalhos obscuros” (yami baito/闇バイト).
Até agora, oito pessoas foram presas e acusadas em conexão com o assalto, e algumas, incluindo um outro brasileiro, já receberam sentenças condenatórias.
A investigação descobriu o envolvimento de Itakura baseada em declarações de outros membros do grupo, indicando que ele teve um papel significativo como recrutador.
A polícia concluiu a investigação dos indivíduos identificados como envolvidos, mas ainda não divulgou se o brasileiro admitiu ou negou as acusações. A maioria dos relógios roubados parece ter sido vendida e ainda não foi recuperada.
Como foi o crime
O assalto ocorreu no dia 13 de julho do ano passado, por volta das 11h05, na joalheria Treasure. Os ladrões ameaçaram o proprietário do estabelecimento com uma faca, quebraram uma vitrine com uma barra e roubaram 31 relógios de luxo, totalizando aproximadamente 25 milhões de ienes.
Os primeiros quatro presos foram os japoneses Seiji Shimozaki, um desempregado de 42 anos residente em Shizuoka; Ryota Koharazawa, 22 anos, de Nasu-Karasuyama (Tochigi) e Riki Takaku, 20 anos, de Tochigi, além do brasileiro Victor Kosuke de Carvalho Ishikawa, 20 anos, de Kanuma (Tochigi).
O homem de 42 anos foi detido pouco depois do assalto na cidade de Kofu, enquanto os outros três foram localizados mais tarde em Tóquio através de câmeras de segurança.
Seiji Shimozaki e Victor Kosuke de Carvalho Ishikawa foram condenados a 6 anos de prisão. O juiz Jun Mikami, do Tribunal Regional de Kofu, observou que o crime foi extremamente audacioso e brutal, com os acusados ameaçando o dono da loja com uma faca e quebrando vitrines com uma barra de ferro, tudo isso em plena luz do dia.
Em uma das audiências no Tribunal, Victor Kosuke de Carvalho Ishikawa disse aceitou cometer o assalto porque tinha dívidas e recebeu instruções de outras pessoas para pegar relógios do mostruário “em menos de 3 minutos” e levá-los ao local designado, retornando de trem.