Várzea Grande – Uma mulher causou confusão em Várzea Grande (MT) ao levar um bebê reborn — boneco hiper-realista com aparência de uma criança de verdade — para atendimento em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), no domingo (26), informaram o G1 e o Repórter MT.
De acordo com a Secretaria de Saúde do município, a mulher acompanhava a mãe na UPA quando pediu ajuda a uma enfermeira. Ela alegou que o “bebê” apresentava sintomas de gripe e precisava de avaliação médica.
Mesmo após ser informada de que o atendimento não era possível, a mulher insistiu na consulta. Diante da insistência, a equipe de pediatria verificou a suposta criança e constatou que se tratava de um boneco reborn.
A médica responsável explicou que não seria possível realizar o atendimento, já que “se tratava de um boneco sem registro civil ou cartão do SUS”.
“A paciente relatou que o boneco estava com sintomas gripais e disse que ele havia feito cocô, mas já estava com a fralda limpa”, contou a pediatra nas redes sociais.
“Expliquei que médicos atendem cidadãos, e é necessário apresentar CPF e cartão do SUS para abrir a ficha de atendimento”, completou.
Segundo funcionários, a mulher causou confusão e deixou a unidade contrariada.
Em nota, a Superintendência das Unidades de Pronto Atendimento de Várzea Grande reforçou que o serviço é voltado a pacientes que realmente necessitam de cuidados médicos, para evitar prejuízos ao atendimento da população.
O que é um bebê reborn?
O bebê reborn é uma boneca artesanal hiper-realista, criada para reproduzir com fidelidade as feições de um bebê de verdade.
Os preços variam entre R$ 750 e R$ 9,5 mil, dependendo do material e do nível de detalhe. Os modelos mais caros são feitos de silicone sólido, que imita com precisão a textura da pele humana.
De acordo com o Estadão Conteúdo, alguns reborns possuem batimentos cardíacos simulados, podem tomar mamadeira e até “urinar” por meio de um sistema interno.
As versões mais simples, feitas de vinil, são mais rígidas e acessíveis. Além disso, as bonecas podem ser personalizadas com tons de pele, cor dos olhos, cabelo e características físicas específicas, incluindo traços de bebês com síndrome de Down.
Os cabelos são implantados fio a fio, geralmente com pelo de cordeiro, e alguns modelos contam até com cordão umbilical de silicone.




