Brasil – O renomado fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado morreu aos 81 anos nesta sexta-feira (23), conforme anunciado pelo Instituto Terra, organização ambiental fundada por ele e sua companheira de vida, Lélia Deluiz Wanick Salgado. A causa da morte não foi divulgada.

A notícia gerou repercussão imediata na imprensa internacional. Veículos como စီအန်အန်, NYT, e ဘီဘီစီ destacaram a importância de sua obra e legado.
Um dos maiores do mundo
Salgado foi celebrado como um dos maiores fotógrafos documentais do mundo, conhecido por suas impactantes imagens em preto e branco que retrataram, ao longo de mais de cinco décadas, a dor, a resistência e a beleza da condição humana e da natureza em cerca de 130 países.
Em nota publicada nas redes sociais, o Instituto Terra afirmou: “É com profunda tristeza que anunciamos o falecimento de Sebastião Salgado, nosso fundador, mentor e eterna fonte de inspiração”. A instituição ressaltou que ele “semeou esperança onde havia devastação” e defendeu que a restauração ambiental é também “um profundo ato de amor pela humanidade”.

Inicialmente formado em economia, Salgado iniciou sua carreira fotográfica em 1973 e passou por agências renomadas até criar, em 1994, sua própria agência, Amazonas Images. Entre os marcos de sua carreira estão registros emblemáticos da fome no Sahel africano (1984), dos campos de petróleo em chamas após a Guerra do Golfo (1991) e do genocídio em Ruanda (1994).

Um dos melhores fotógrafos do planeta, brasileiro retratou condição humana, preservação ambiental e causa indígena
Nos últimos anos, voltou seu olhar para a natureza e os povos originários da Amazônia. Seu último grande projeto, Amazônia, percorreu diversas capitais do mundo com mais de 200 imagens, revelando a riqueza ambiental e cultural da floresta e denunciando sua destruição. “Estamos apresentando uma Amazônia diferente”, disse Salgado à စီအန်အန် em 2021. “Não há fogo, não há destruição — a Amazônia que deve permanecer para sempre.”
A preservação ambiental também foi parte central de sua vida prática. Por meio do Instituto Terra, Salgado e Lélia recuperaram a fazenda de sua família no bioma da Mata Atlântica com o plantio de mais de três milhões de árvores ao longo de 22 anos.

Entre os inúmeros reconhecimentos que recebeu ao longo da carreira, destaca-se o prêmio de Contribuição Excepcional à Fotografia do Sony World Photography Awards em 2024, além do Príncipe das Astúrias e o título de Embaixador da Boa Vontade da Unicef.

Sebastião Salgado deixa dois filhos, dois netos e sua companheira de toda a vida, Lélia. Em sua trajetória, não apenas fotografou o mundo — transformou-o.

Fotos: Divulgação / Sebastião Salgado
