Fukushima, Japão – A JR East está treinando trabalhadores estrangeiros no programa de capacitação realizado na cidade de Shirakawa, na província de Fukushima. Ao todo, 113 participantes de países como Indonésia e Vietnã participam do treinamento em preparação para o exame do programa de Trabalhador Qualificado Específico nº 1.
Segundo informações da emissora Fukushima TV, a iniciativa busca reduzir a escassez de mão de obra no setor ferroviário japonês, que é um problema crescente diante da queda na população jovem do país.
Treino para manutenção ferroviária
O treinamento oferecido pela empresa ferroviária inclui atividades práticas e teóricas. Durante quatro semanas, os participantes aprendem sobre manutenção de trilhos, instalações elétricas, além de noções sobre material rodante.
Após concluir o curso, os estrangeiros realizam um exame que pode qualificá-los para trabalhar oficialmente no Japão dentro da categoria de Trabalhador Qualificado Específico nº 1, conhecida como Tokutei Ginou.
O programa começou no ano passado e já apresenta resultados. Segundo a empresa, 23 participantes atualmente trabalham em empresas relacionadas ao setor ferroviário.
Além disso, a companhia avalia ampliar o projeto. A ideia é realizar novos treinamentos pelo menos duas vezes por ano a partir do ano fiscal de 2026.
Escassez de mão de obra no setor ferroviário
A decisão de ampliar o treinamento ocorre em meio a um cenário preocupante para o setor ferroviário.
De acordo com informações do The Japan Times, estimativas do governo japonês indicam que a indústria poderá enfrentar a falta de cerca de 18.400 trabalhadores até o ano fiscal de 2028.
Grande parte desse déficit está ligada à dificuldade de contratar jovens, agravada pela baixa taxa de natalidade no Japão.
Segundo Naoyuki Sakaguchi, funcionário do departamento de Recursos Humanos da JR East, iniciativas como essa são essenciais para manter o funcionamento da infraestrutura ferroviária. “Está se tornando cada vez mais difícil garantir mão de obra em toda a indústria ferroviária, especialmente na área de manutenção”, afirmou.
Trabalhadores estrangeiros em Fukushima atingem número recorde
O aumento da presença estrangeira também é visível na própria província de Fukushima.
Em outubro de 2025, o número de trabalhadores estrangeiros na região chegou ao recorde de 15.079 pessoas. Programas de qualificação como o da JR East são vistos por autoridades locais como uma possível solução para a falta de profissionais.
Ao mesmo tempo, o governo busca incentivar a convivência entre japoneses e estrangeiros.
Pesquisa aponta baixa interação entre japoneses e estrangeiros
Uma pesquisa realizada pela província de Fukushima mostrou que a maioria dos moradores japoneses ainda tem pouco contato com estrangeiros no cotidiano.
Mais de 70% dos entrevistados disseram que “raramente” ou “nunca” interagem com pessoas de outros países. O principal motivo apontado foi a falta de oportunidades de convivência.
Quando questionados sobre atividades que poderiam aproximar as comunidades, japoneses e estrangeiros citaram principalmente festivais locais. Outras opções mencionadas foram ações de limpeza comunitária, como recolhimento de lixo, e participação em clubes de hobbies.
Essas iniciativas são vistas como caminhos possíveis para fortalecer a integração social em regiões que recebem cada vez mais trabalhadores estrangeiros.





Na verdade,são os japoneses,que interagem entre eles e no máximo que conseguimos fazer, é dar um bom dia ou conversar no trabalho algumas coisas relacionadas ao mesmo,e olhe lá!
Existem exceções,mas 90%,são fechados,entre eles somente!
A conversa é dentro do trabalho e fora,eh cada um pro seu caminho!
Dificilmente esta cultura mudará!
Não vejo porquê tal integração seja necessária. Basta cada um viver de acordo com as leis e está tudo certo.