Tóquio, Japão – Uma pesquisa realizada com pessoas que visitaram o Japão destacou os principais problemas enfrentados em suas estadias no país. Não ter lugar adequado para descartar lixo conquistou o primeiro lugar no ranking.
O Good Luck Trip, um site multilíngue operado pela Lonely Planet, pediu a opinião de 1.163 turistas que passaram pelo Japão nos últimos dez anos para saber quais foram os principais problemas encontrados em suas viagens ao país. O questionário era de múltiplas respostas e 86,4% das pessoas relataram que “falta de lixeiras/dificuldade em encontrá-las” foi o primeiro quesito.
Em segundo lugar, ficou “ambiente público sem Wi-Fi”, com 80,1%; seguido de “falta de exibições multilíngues”, com 62,1%; e “dificuldades ao comprar passagens de trem”, com 50%.
Outros problemas incluíram “falta de locais para fumantes”, “dificuldades com métodos de pagamento” e “problemas de comunicação com funcionários de estabelecimentos”.
O diretor do Good Luck Trip, Hiroyuki Yamazaki, afirma que o problema com lixo é um fator que deve ser levado em consideração pelas cidades. “Enquanto os japoneses conseguem lidar com o problema levando o lixo para casa, os turistas não podem fazer isso. Eles estão constantemente comprando, comendo, bebendo e viajando, e não poder jogar o lixo em todos os lugares da cidade pode ser estressante”, disse.
Por outro lado, embora o “ambiente público sem Wi-Fi” continue sendo uma preocupação importante, caiu da sua posição anterior em primeiro lugar. “Com o uso de Wi-Fi móvel e eSIM, estamos numa era em que podemos resolver problemas sozinhos. Embora seja um inconveniente para algumas pessoas, para a maioria dos visitantes do Japão é um inconveniente esperado”, disse Yamazaki.
Um ponto preocupante da pesquisa foi em relação aos turistas fumantes. Das pessoas que apontaram “falta de locais para fumantes” como problema, mais da metade delas também assinalaram que, caso não encontrassem locais adequados para fumar, fumariam onde quisessem.
Yamazaki acredita que os dados demonstram um problema estrutural. “Mesmo que as pessoas tenham a intenção de se atentar à etiqueta, o ambiente não acompanhou essa intenção. A falta de instalações para garantir o cumprimento das regras pode resultar em violações indesejadas”, declarou.




