Tóquio – A polícia de Tóquio prendeu um diretor de uma empresa que administra fã-clubes e organiza eventos, sob suspeita de produzir e vender um vídeo adulto envolvendo uma menor de idade, conforme divulgaram os investigadores no último dia 8 de janeiro.
De acordo com reportagem do Asahi Shinbum, A detenção ocorreu após as autoridades descobrirem um esquema de produção e venda de vídeos adultos envolvendo uma adolescente de apenas 15 anos, atraída sob falsas promessas de anonimato em um hotel no distrito de Kabukicho. O caso, que veio à tona após o interrogatório de uma jovem que frequentava a área, expôs um acervo de quase 2.000 gravações explícitas mantidas pelo suspeito.
Akira Awazu, de 51 anos, diretor da Kakeru Entertainment Inc., é acusado de violar as leis de exploração infantil e de regulamentação da pornografia. Segundo os investigadores, Awazu teria pago 40 mil ienes à vítima antes de filmar o encontro, assegurando que o rosto da jovem seria alterado por inteligência artificial para impedir sua identificação. Contudo, a perícia policial constatou que a edição foi mínima, mantendo a vítima identificável, enquanto o executivo ocultava a própria face durante as gravações em que atuava como ator e diretor.
O acusado negou parte das acusações, dizendo aos investigadores que acreditava que a estudante do ensino fundamental tinha 18 anos, mas sos policiais afirmaram possuir evidências de que ele tinha ciência de que ela era menor de 16 anos. Além da exploração de menores, o empresário é acusado de descumprir a legislação de 2022 que exige contratos por escrito detalhando atos sexuais em produções adultas. Durante a busca e apreensão em sua residência, foram encontrados discos rígidos contendo cerca de 1.700 vídeos com meninas e mulheres jovens, com idades estimadas entre 13 e 25 anos.
O esquema teria rendido ao suspeito pelo menos 10 milhões de ienes em lucros entre janeiro e outubro do ano passado. Em depoimento, Awazu teria admitido que abordava mulheres frequentemente em Kabukicho e pelas redes sociais, justificando suas ações como uma cedência aos próprios desejos sexuais. Em resposta ao escândalo, a Kakeru Entertainment anunciou a demissão imediata do executivo e prometeu uma revisão rigorosa em sua governança corporativa para evitar novos incidentes de conformidade legal.
A lei japonesa de regulamentação da pornografia foi promulgada em 2022 e visa proteger jovens de 18 e 19 anos da exploração, após a decisão do país de reduzir a maioridade legal de 20 para 18 anos.
As violações podem resultar em até seis meses de prisão, multas de até 1 milhão de ienes ou ambas.
Fonta: Asahi Shinbum / Imagem: iStockphotos




