Tóquio, Japão – Uma pesquisa realizada pelo governo de Tóquio com casais que criam filhos em idade pré-escolar mostrou que a diferença no tempo que homens e mulheres dedicam às tarefas domésticas, aos cuidados com os filhos e aos cuidados com outras pessoas diminuiu em mais de uma hora por dia em comparação com dois anos atrás.
Segundo informações do jornal The Mainichi, a pesquisa constatou que o tempo médio diário gasto pelas mulheres com tarefas domésticas, cuidados com os filhos e cuidados com outras pessoas foi de 7 horas e 48 minutos, o que representa 1 hora e 35 minutos a menos do que em 2023, marcando o menor índice desde o início da pesquisa.
Para os homens, foi de 3 horas e 29 minutos, uma redução de 28 minutos em relação a 2023. A diferença entre os gêneros foi de 4 horas e 19 minutos, 1 hora e 7 minutos a menos do que há dois anos.
Nível de satisfação
Com a redução da diferença de tempo entre as tarefas domésticas e os cuidados com os filhos, a satisfação das mulheres com a divisão das tarefas domésticas e dos cuidados com os filhos aumentou.
Aquelas que se declararam “muito satisfeitas” ou “um pouco satisfeitas” totalizaram 60,1%, um aumento de 12,1 pontos percentuais em relação à pesquisa de 2023. Para os homens, o índice foi de 80,8%, um aumento de 2,5 pontos percentuais. De acordo com um funcionário do Departamento de Assuntos Cidadãos e Culturais do Governo Metropolitano de Tóquio, as mulheres tendem a ficar mais satisfeitas quando seus maridos tiram licença-paternidade.
Principais preocupações
Em relação às suas preocupações com tarefas domésticas e aos cuidados com os filhos, com a possibilidade de múltiplas respostas, a resposta mais comum entre os homens foi “nenhuma preocupação específica”, com 31,6%, seguida por “falta de tempo”, com 28,8%, e “desejo de compartilhar as tarefas, mas dificuldade em comunicar isso de forma eficaz”, com 20,3%.
Para as mulheres, a principal preocupação foi “querer dividir as tarefas, mas não conseguir comunicar isso de forma eficaz” (28,2%), seguida por “assumir responsabilidades demais” (28,1%). Em seguida, vieram “nenhuma preocupação específica” (26,3%) e “não ter tempo suficiente” (20,1%).
Envolvimento dos parceiros nas tarefas domésticas
Em relação à insatisfação com o envolvimento dos cônjuges nas tarefas domésticas e nos cuidados com os filhos, os homens relataram “nenhuma insatisfação específica” (43,6%), seguida por “ser criticado, ter o trabalho interrompido ou ser instruído a refazer tarefas” (23,8%) e “não ser valorizado ou receber qualquer reconhecimento” (19,1%).
Para as mulheres, a principal insatisfação com os maridos foi “não fazer as tarefas domésticas ou cuidar dos filhos a menos que eu peça” (33,4%), seguida por “as tarefas domésticas e os cuidados com os filhos são feitos de forma desleixada, não conforme o combinado ou com procedimentos diferentes” (30,3%) e “não ser valorizada ou receber qualquer reconhecimento” (27,2%).
O governo de Tóquio realiza a pesquisa sobre o envolvimento dos homens nas tarefas domésticas e nos cuidados com os filhos a cada dois anos desde 2019, e esta é a quarta edição. A atual pesquisa foi realizada entre os meses de julho e agosto.
A pesquisa teve como público-alvo 2.000 homens e 2.000 mulheres que criam filhos em idade pré-escolar em Tóquio, além de 1.000 pessoas de todas as faixas etárias, totalizando 5.000 respondentes. Os resultados serão usados como referência para a formulação de políticas públicas.




