Tóquio – O número de residentes estrangeiros em dez prefeituras do Japão mais que dobrou nos últimos dez anos, segundo dados divulgados no último sábado(22) pela Kyodo News. O aumento expressivo reflete a chegada acelerada de trabalhadores de outros países, em meio à crescente escassez de mão de obra no país.
A província de Kumamoto, localizada em Kyushu, a principal ilha do sudoeste japonês, apresentou o salto mais significativo, com a população estrangeira mais do que triplicando. Hokkaido, Okinawa e outras duas províncias de Kyushu completam a lista das cinco regiões com maior crescimento.
O movimento coincide com o início da produção em massa da primeira fábrica da Taiwan Semiconductor Manufacturing Co. (TSMC) em Kumamoto, no final do ano passado. Tanto Kyushu quanto Okinawa, por serem mais próximas geograficamente de outras regiões da Ásia, tornaram-se destinos naturais para novos residentes vindos do exterior.
Embora existam políticas destinadas a incentivar estudantes internacionais a permanecer no país após a formatura, um dos principais desafios tem sido evitar que esse contingente migre rapidamente para os grandes centros urbanos.
Todas as 47 prefeituras japonesas registraram aumento no número de residentes estrangeiros. Nacionalmente, o total subiu para 1,78 vez o registrado uma década antes, com base nos dados populacionais de 1º de janeiro de 2015 e 2025.
No entanto, quando se observa apenas a população japonesa, a tendência é inversa: fora das grandes áreas metropolitanas, o número de habitantes continua diminuindo. Muitas regiões seguem perdendo jovens para cidades maiores, aprofundando o despovoamento e evidenciando disparidades demográficas pelo país.
Com a saída das gerações mais jovens e o avanço do envelhecimento populacional, os residentes estrangeiros passaram a desempenhar um papel essencial na sustentação das comunidades locais. Sua participação em atividades regionais tem se tornado vital para manter funções básicas em áreas que enfrentam dificuldades para se manterem ativas.




