Tóquio, Japão – A mãe de uma menina tailandesa de 12 anos, que havia sido forçada a trabalhar ilegalmente em uma casa de massagem em Tóquio, foi detida em Taiwan, informou a emissora TBS neste sábado (8), citando como fonte uma autoridade da polícia tailandesa.
De acordo com as investigações, as autoridades prenderam a mulher por envolvimento em um caso de prostituição em Taiwan, onde ela estava.
A polícia da Tailândia informou que pretende enviar representantes ao Japão no início da próxima semana. A intenção é discutir o caso com as autoridades japonesas e ouvir o depoimento da menina.
Depois disso, os investigadores devem seguir para Taiwan, onde vão iniciar os trâmites para a transferência da mãe de volta à Tailândia.
O caso ganhou grande repercussão na Tailândia. O jornal Thai Rath publicou em destaque, na primeira página, a manchete: “Menina de 12 anos resgatada do inferno no Japão — mãe a abandonou em casa de massagem.”
O jornal Matichon também destacou o caso em sua edição online. O título dizia: “Tragédia: menina tailandesa de 12 anos vendida pela mãe para uma casa de massagem de Tóquio.”
Nas redes sociais, o episódio gerou indignação. Comentários como “O Japão é um lugar sombrio” e “Os clientes também devem ser presos” ganharam destaque.
Entenda o caso
A polícia japonesa resgatou em Tóquio a menina de apenas 12 anos que trabalhava ilegalmente em uma casa de massagem. Segundo o jornal Asahi, em cerca de um mês, ela atendeu cerca de 60 clientes.
Toda a quantia recebida, cerca de 627 mil ienes, acabou nas mãos do gerente do local e da própria mãe da menina, que a obrigou a trabalhar contra a vontade dela.
A polícia prendeu o gerente Masayuki Hosono, de 51 anos, por violação da Lei de Normas Trabalhistas, que proíbe o emprego de menores de idade.
De acordo com as investigações, a mãe convenceu a filha a viajar ao Japão em junho sob o pretexto de trabalhar. No entanto, após chegar ao país, a mulher deixou a menina sozinha trabalhando na casa de massagem e retornou à Tailândia.
Sem apoio, a garota procurou o Escritório de Imigração de Tóquio em setembro e pediu ajuda para voltar ao seu país. Ela está atualmente sob proteção das autoridades como vítima de tráfico humano.




