Tóquio, Japão – A polícia japonesa resgatou uma menina tailandesa de apenas 12 anos que trabalhava em uma “casa de massagem” em Tóquio. Em um período de cerca de um mês, a garota atendeu aproximadamente 60 clientes, informou o jornal Asahi nesta sexta-feira (7).
A receita total, cerca de 627.000 ienes, foi parar nas mãos do gerente do estabelecimento e da mãe da menina, que obrigou a filha a trabalhar no local mesmo contra a vontade dela.
A Polícia Metropolitana de Tóquio prendeu o gerente, Masayuki Hosono, 51 anos, e investiga o caso como tráfico humano. Ele é suspeito de violação da Lei de Normas Trabalhistas (idade mínima) por forçar a menina a prestar serviços de 27 de junho a 29 de julho.
Esta é a vítima de tráfico humano estrangeira mais jovem já resgatada pela Polícia Metropolitana de Tóquio.
Forçada a trabalhar pela própria mãe
A menina vivia na Tailândia com sua irmã e avós, frequentando uma escola pública. Sua mãe trabalhava “fora de casa” em empregos de serviços sexuais e morava separada.
A mãe convenceu a filha a “ir para o Japão trabalhar”. Elas chegaram juntas em 27 de junho.
Em seguida, a casa de massagem forçou a menina a prestar serviços sexuais. “Não, eu não quero fazer isso”, teria dito. Contudo, ela se sentiu obrigada a seguir as ordens da mãe, que saiu do Japão em 11 de julho e deixou a filha sozinha.
Menina pede ajuda à Imigração
A menina começou a perceber que a mãe não voltaria mais ao Japão para buscá-la. Em meados de setembro, ela procurou o Escritório de Imigração de Tóquio, dizendo que queria voltar para a Tailândia.
A menina declarou à polícia: “Eu tive que aguentar porque pensei que se eu não trabalhasse, minha família não conseguiria sobreviver. Eu quero voltar para casa e frequentar a escola. Quero ver meus avós e minha irmã.”
A mídia tailandesa relatou que a mãe negociou o trabalho da filha na casa de massagem com a intenção de conseguir dinheiro para pagar as dívidas da família e do seu novo parceiro.
A garota está agora sob proteção como vítima de tráfico humano. A polícia, autoridades de imigração, a Embaixada da Tailândia e a Organização Internacional para as Migrações (OIM) cooperam para lidar com o caso.




