Tóquio, Japão – Casas desocupadas estão virando verdadeiras “florestas de maconha” na província de Ibaraki. A polícia tem registrado um aumento significativo de casos de cultivo ilegal em residências e apartamentos para fins lucrativos, informou o jornal Yomiuri nesta segunda-feira (3)
Muitos dos suspeitos são estrangeiros sem visto válido, e a facilidade para alugar imóveis baratos e desocupados tem favorecido o crime.
Segundo a polícia de Ibaraki, em 2025 já foram 13 casos de cultivo ilegal até 22 de outubro, contra apenas quatro em 2024 e um em 2023. “Os casos estão crescendo rapidamente, e estamos tendo dificuldade para acompanhar”, disse um alto funcionário da corporação.
Durante uma das operações, em julho, os investigadores descreveram a cena como “uma floresta de maconha”. O ambiente tinha um forte cheiro característico, iluminação de LED em todo o teto e aparelhos de controle de temperatura e umidade, o que revelava um espaço completamente automatizado para cultivo.
Nos últimos meses, três vietnamitas foram presos por cultivar grandes quantidades de maconha para venda. Eles haviam entrado no Japão como estagiários técnicos, mas já estavam com o visto vencido.
As casas usadas para o cultivo foram alugadas com nomes falsos, por meio de imobiliárias locais, o que reforça a suspeita de organização criminosa. A polícia investiga também os possíveis líderes e cúmplices, incluindo quem fornece equipamentos e treinamento de cultivo.
De acordo com dados do Ministério de Assuntos Internos e Comunicações, Ibaraki tem cerca de 19,6 mil casas desocupadas, quase metade disponíveis para aluguel. Essas propriedades, muitas vezes baratas, acabam atraindo criminosos e gerando preocupações com a segurança pública.
A polícia orienta imobiliárias e proprietários a verificarem com rigor a identidade dos locatários, pois quem aluga sabendo da atividade ilegal pode ser processado por cumplicidade.
Entre os sinais de alerta, estão persianas sempre fechadas, aparelhos de ar-condicionado ligados o tempo todo e cheiro forte e suspeito. A polícia pede que moradores denunciem imediatamente qualquer imóvel com essas características.




