Tóquio, Japão – Um levantamento divulgado na quinta-feira (2) pelo Ministério da Educação, Cultura, Esportes, Ciência e Tecnologia (MEXT) revelou que 8.432 crianças estrangeiras em idade escolar podem não estar frequentando a escola no Japão.
O dado corresponde a aproximadamente 5,2% das crianças estrangeiras no ensino fundamental (shougakkou e chuugakkou). Houve uma redução em relação ao ano anterior, quando a taxa era de 5,7%.
O governo realizou o estudo por meio das secretarias de educação municipais, com base em informações do Registro Básico de Residentes até 1º de maio do ano passado.
Segundo o relatório, o número total de crianças estrangeiras em idade escolar chegou a 163.358 — um aumento de 12.663 em relação ao ano anterior. Deste total:
- 150.031 estavam matriculadas (incluindo escolas estrangeiras)
- 1.097 estavam confirmadamente fora da escola
- 7.335 não tiveram sua situação confirmada, mesmo após visitas domiciliares
Com isso, o governo estima que as 1.097 crianças que não estudam somadas às 7.335 com status indefinido correspondem ao grupo com maior risco de evasão escolar.
Embora os estrangeiras não sejam legalmente obrigados a frequentar escolas japonesas, o MEXT reforça que todas as crianças que vivem no país devem ter acesso à educação, independentemente da nacionalidade.
A pesquisa começou em 2019, quando mais de 19 mil crianças estrangeiras estavam possivelmente fora da escola. Desde então, o número vem caindo gradualmente, mesmo com o aumento da população estrangeira.
De acordo com o ministério, o avanço se deve a iniciativas locais, como o envio de cartas de orientação sobre matrícula com base nos registros de residência e a criação de cadastros específicos de idade escolar.
No entanto, ainda há desafios. Segundo o MEXT, as regiões com grande concentração de estrangeiros enfrentam alta rotatividade de famílias, o que dificulta o acompanhamento.
“Algumas crianças mudam de endereço com frequência, o que torna difícil confirmar sua situação. Portanto, pedimos que as prefeituras continuem reforçando essas ações”, afirmou um porta-voz do ministério.
Muitas prefeituras também orientam os pais sobre o sistema educacional durante o registro de residência. Em casos de evasão ou incerteza, funcionários entram em contato por telefone ou fazem visitas domiciliares para incentivar a matrícula.




