Tóquio, Japão – O Partido Liberal Democrata (PLD), o Komeito e o Nippon Ishin discutiram na sexta-feira (3) os detalhes da expansão do ensino médio gratuito no Japão, prevista para começar no ano letivo de 2026.
A partir do ano que vem, a gratuidade do ensimo médio será ampliada também para as escolas particulares, mesmo que os pais tenham renda alta.
Porém, ainda restam ajustes sobre os critérios para estudantes de escolas estrangeiras, que são consideradas particulares porque cobram mensalidades.
O jornal Yomiuri informou que houve consenso em incluir no benefício alunos com perspectiva de permanência no país, ficando de fora quem pretende retornar ao país de origem, assim como bolsistas e participantes de programas de intercâmbio.
O ex-ministro da Educação, Masahiko Shibayama, explicou após a reunião que o foco é garantir apoio a jovens que pretendem se estabelecer no Japão. Segundo ele, os critérios de “fixação” no país serão ajustados nas próximas reuniões.
Os critérios exatos devem ser definidos ainda em outubro.
Os três partidos também querem revisar o financiamento das escolas de ensino a distância em larga escala, citando problemas de qualidade de ensino. A ideia é ajustar o valor do subsídio após novas análises.
Impacto financeiro
A expansão do programa de ensino médio gratuito deve exigir um orçamento extra de cerca de 400 bilhões de ienes. Por isso, os partidos seguem discutindo quem terá direito ao benefício e como garantir a sustentabilidade do sistema.




