Zelensky, afirmou no dia 17 que a Constituição da Ucrânia torna impossível entregar território ou negociar áreas do país, reafirmando sua posição diante da pressão do presidente dos EUA, Donald Trump, para ceder a região de Donbass (Luhansk e Donetsk), controlados por separatistas, apoiados pela Rússia.
Na cúpula EUA e Rússia realizada no dia 15, o presidente russo Vladimir Putin teria solicitado a cessão da região de Donbass como condição para um cessar fogo. Trump estaria alinhado à proposta de Putin e planejava pedir que a Ucrânia aceitasse o acordo durante seu encontro com Zelensky no dia 18.
Segundo o site Yomiuri Shimbun Online, durante uma coletiva conjunta com a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, em Bruxelas, Zelensky pediu um cessar fogo imediato e que negociações de paz sobre a agressão russa fossem conduzidas, após o término dos ataques, mantendo firme sua posição sobre a integridade territorial ucraniana.
Putin manteve conversas telefônicas com líderes de ex-repúblicas soviéticas, incluindo a Bielorrússia, onde o presidente Alexander Lukashenko declarou que acolhe com satisfação as medidas para resolver a crise na Ucrânia, buscando transmitir compromisso com a paz.
Apesar das negociações diplomáticas, os ataques continuam. No dia 17, uma criança morreu e seis ficaram feridas em um ataque russo. Em retaliação, a Ucrânia utilizou um drone para atacar uma estação ferroviária em Voronezh, no sul da Rússia, interrompendo temporariamente o envio de munição e tropas.

