Shizuoka, Japão – A partir do verão deste ano, os escaladores do Monte Fuji deverão pagar uma taxa de 4.000 ienes. A assembleia do governo da província de Shizuoka aprovou a medida nesta segunda-feira (17).
A decisão de Shizuoka segue a mesma da província vizinha Yamanashi, em meio às preocupações com o excesso de visitantes nas trilhas do vulcão e seu impacto no meio ambiente, segundo a Kyodo News.
O que a assembleia de Shizuoka aprovou é uma portaria que restringe o acesso dos escaladores em suas três trilhas no período das 14h às 3h para desencorajar as escaladas feitas por alguns durante a noite ou aquelas até o cume da montanha sem paradas para descansar.
A portaria deverá entrar em vigor a partir de 9 de maio, antes do início da temporada de escalada em julho.
O governo de Shizuoka administra as trilhas Fujinomiya, Gotemba e Subashiri, enquanto Yamanashi cuida da trilha Yoshida.
Conforme a decisão, o acesso às trilhas após às 14h será permitido apenas para aqueles que reservaram uma estadia em um chalé na montanha. Uma equipe ficará na 5ª estação das trilhas no Fuji para confirmar se o pagamento foi feito.
Segundo o governo de Shizuoka, a receita obtida com as taxas será usada para cobrir custos de pessoal e medidas de segurança. Assim, Shizuoka deixará de solicitar doações de 1.000 ienes dos escaladores, que antes eram usadas para ajudar na manutenção das trilhas.
O Monte Fuji, designado Patrimônio Cultural Mundial da UNESCO em 2013, atrai centenas de milhares de escaladores a cada ano durante sua temporada oficial de escalada até setembro.
Foto: iStockphoto
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