Atualizado em: 02/06/2022 11:22
Tóquio – Uma parceria entre pesquisadores japoneses e o Centro Nacional de Pesquisa Científica da França desenvolveu um ‘sexto dedo’ robótico, para estudar como o cérebro reage a partes do corpo novas e independentes.
O dispositivo foi desenvolvido para ser acoplado próximo ao dedo mindinho.
“Nós sabemos que conseguimos mover nosso próprio corpo com o nosso cérebro, mas quando uma nova parte do corpo é formada, como pode o cérebro se adaptar? Nós pensamos ser essa uma questão interessante. Começamos essa pesquisa porque estávamos interessados em como o cérebro vai aceitar o sexto dedo ou mudar, em vez de usar o sexto dedo apenas por conveniência”, disse o professor Yoichi Miyawaki, da Universidade de Eletro-Comunicação.
Sinais elétricos emitidos por músculos são medidos por sensores e transmitidos ao motor para controlar o dedo robótico.
A pesquisa mostra que atividades diárias podem ser aperfeiçoadas como a digitação e a capacidade de carregar mais objetos.
“Se esse tipo de tecnologia se desenvolver, as pessoas serão capazes de desenhar livremente seus corpos, a definição ‘normalidade’ não vai mais existir. Poderá chegar uma era em que as pessoas poderão escolher ter cinco dedos em um dia e seis no outro. Óculos são um bom exemplo. Se tornaram um acessório, mas têm uma função. Você pensa, o que é normal e o que é uma deficiência? Você seria deficiente por não ser normal? Tenho o sentimento de que esse conceito vai mudar inteiramente”, disse Miyawaki.
Foto: Reuters
Dedo robótico desenvolvido por pesquisadores japoneses e franceses




