Você sabe o significado da letra G do 5G?
G significa geração. Estamos na quinta geração de telefones móveis e a sua história começa lá nos anos 70, quando executivos utilizavam os telefones ainda analógicos dentro dos seus automóveis para não necessitar de uma cabine ou orelhão para ligar para o escritório. Um luxo, para a época.
No início dos anos 90, apareceram então os primeiros celulares móveis 2G, mas de tamanhos relativamente grandes comparados aos modelos atuais.
Vivenciamos a época onde havia somente os serviços de mensagens utilizando os Pocket Bell. Parecido com o SMS, mas de apenas uma via, enviávamos a mensagem sem esperar retorno dela, ou pedíamos para retornar um telefonema.

Um pouco depois da Copa de 2002, surgiram os primeiros celulares 3G. Agora podíamos enviar áudio, vídeo, mensagens e acessar a internet.
E hoje, em 2020, estamos vendo a troca entre a quarta e quinta geração de celulares.
A cada geração presenciamos o aumento da velocidade de acesso, dos serviços e da frequência. O aumento da frequência exige maior quantidade de antenas e de potência do aparelho.
Uma grande preocupação que ouvimos por aí é se a frequência acima de 3 GHz não aumenta os riscos à saúde por estar próximo à do micro-ondas.

Pela imagem do Espectro Eletromagnético (acima) podemos verificar que o 5G ainda continua dentro da radiofrequência denominada Não-Ionizante e que está abaixo das ondas de infravermelho do sol, onde começa a faixa da radiofrequência Ionizante, como os raios-x e as radiações nucleares.
A OMS relata que “nenhum efeito nocivo à saúde foi associado à exposição a tecnologias sem fio e que estão frequentemente monitorando os níveis de exposição à radiofrequência” e que muitos países têm aderido as diretrizes recomendadas por dois institutos: a Comissão Internacional para Proteção contra Radiações Não-Ionizantes (ICNIRP – The International Commission on Non-Ionizing Radiation Protection) e o Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE – The Institute of Electrical and Electronics Engineers), por meio do Comitê Internacional de Segurança Eletromagnética (ICES – International Committee on Electromagnetic Safety).
Mais detalhes aqui.
A área para o uso 100% do 5G ainda é muito limitada. As operadoras explicam que nas áreas do 4G LTE podem ser utilizados os aparelhos 5G mesmo que não atinjam a velocidade máxima.
Como das vezes anteriores, é esperar alguns anos ainda para que as operadoras possam expandir a área para que possamos usufruir o máximo dos serviços do 5G e confiar nas informações das organizações mundiais que controlam as radiações eletromagnéticas.
Foto: iStockphoto




