São Francisco – O Facebook disse que irá mudar sua política que exige que os usuários utilizem seus nomes reais na rede social, após ter causado indignação com o bloqueio de centenas de contas, incluindo de drag queens que usam seus nomes artísticos.
O chefe de produtos da Facebook, Christopher Cox, pediu desculpas em um post na quarta-feira e disse que os usuários afetados poderiam voltar a usar seus apelidos.
A maior rede de mídia social do mundo havia bloqueado um grande número de contas nas últimas semanas, incluindo centenas pertencentes a pessoas lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros.
“O espírito da nossa política é que todo mundo no Facebook use o nome autêntico utilizado na vida real. Para a irmã Roma, ele é irmã Roma. Para Lil Miss Hot Mess, este é Lil Miss Hot Mess”, escreveu Cox, negando que a política da empresa exigia que usuários utilizassem seus nomes legais.
Drag queens de São Francisco e um parlamentar da cidade se reuniram com representantes do Facebook em setembro para exigir que o site mudasse sua política de proibir os usuários de usarem apelidos online.
O debate sobre o futuro do anonimato online é turvo nos círculos de tecnologia e o seu resultado terá profundas implicações para o uso da Internet em todo o mundo.
Em julho, o Google removeu restrições ao uso de apelidos em sua rede social, o Google+, curvando-se às exigências dos usuários por privacidade.
REGRAS PARA PESQUISAS
O Facebook planeja revisar os critérios de análise dos pedidos para acessar informação de seus 1,32 bilhão de usuários ativos depois de um experimento psicológico de 2012 ter criado furor na rede social.
Haverá uma análise mais estrita dos pedidos para pesquisas, para propósitos internos ou acadêmicos, que lidem com conteúdo pessoal ou de grupos específicos de pessoas, disse o diretor de tecnologia Mike Schroepfer.
Ele não deu detalhes de quais seriam as novas regras.
O Facebook disse que novos engenheiros serão informados sobre as novas práticas de pesquisas da companhia durante treinamento.
Quaisquer pesquisas acadêmicas que o Facebook realizar serão agora publicadas em um único site (research.facebook.com/).
Um porta-voz do Facebook informou em julho que um experimento com aproximadamente 700 mil usuários em 2012 irritou internautas e disse que a companhia mudaria o modo como lidava com as pesquisas.
No estudo, o Facebook realizou experimentos com o estado emocional dos usuários para fazê-los publicar conteúdo positivo ou negativo em seu feed de notícias.
“Apesar de se tratar de um importante tema de pesquisa, não estávamos preparados para as reações recebidas pela pesquisa quando foi publicada”, escreveu Schroepfer nesta quinta-feira.
Foto: Reuters




