Tóquio – O ministro da Educação do Japão, Koichi Hagiuda, disse nesta sexta-feira (20) que não vai exigir o fechamento de escolas em todo o país, apesar da disparada de casos de Covid-19 nas últimas semanas, informou o jornal Asahi.
Os alunos estão agora em férias de verão e as aulas serão retomadas normalmente no fim deste mês.
No entanto, com base na situação de infecções em cada região, o ministro disse que seria “naturalmente possível” suspender as aulas de uma classe ou de uma escola, e que isso deveria ser decidido pelas autoridades locais.
Se uma classe ou escola for fechada, o governo está orientando os diretores e professores que realizem aulas online para não comprometer os estudos.
Segundo Hagiuda, a importância do papel desempenhado pela escola não muda mesmo que as infecções estejam se espalhando.
“As escolas desempenham um papel de bem-estar não apenas para garantir oportunidades de aprendizagem e capacidade acadêmica, mas também para garantir uma posição social e a saúde das crianças”, disse.
O Japão está lutando contra sua maior onda de infecções desde o início da pandemia, com um recorde de mais de 25 mil novos casos registrados na quinta-feira (19), incluindo 5.534 em Tóquio, 2.443 em Osaka e 2.340 em Kanagawa.
O governo japonês estendeu o estado de emergência até 12 de setembro em Tóquio, Saitama, Chiba, Kanagawa, Osaka e Okinawa e incluiu as províncias de Ibaraki, Tochigi, Gunma, Shizuoka, Quioto, Hyogo e Fukuoka.
Medidas menos rígidas de “quase-emergência”, que estão vigorando em Hokkaido, Fukushima, Ishikawa, Aichi, Shiga e Kumamoto, serão ampliadas para outras 10 províncias: Miyagi, Yamanashi, Toyama, Gifu, Mie, Okayama, Hiroshima, Kagawa, Ehime e Kagoshima.
Foto: Reuters
Ministro da Educação do Japão, Koichi Hagiuda




