Nagasaki – Nagasaki ficou em silêncio às 11h02 deste domingo (9) para lembrar a explosão da bomba atômica lançada na cidade há exatos 75 anos, que devastou toda a região e matando milhares de pessoas no fim da Segunda Guerra Mundial.
Devido à pandemia de coronavírus, a cerimônia no Parque da Paz para lembrar a data teve apenas 500 pessoas, o que corresponde a um décimo dos presentes nos anos anteriores, informou a emissora pública NHK.
O prefeito de Nagasaki, Tomihisa Taue, pediu que as pessoas aplaudissem os sobreviventes da bomba atômica, os hibakusha, com a mesma força que aplaudiram os médicos na linha de frente no combate à pandemia da Covid-19.
Taue pediu que o governo japonês para ratificar o tratado de 2017 que proíbe arsenais nucleares o mais rápido possível. O prefeito de Hiroshima, Kazumi Matsui, fez o mesmo apelo em seu discurso na cerimônia realizada na cidade na quinta-feira (6).
“Se, como aconteceu com o novo coronavírus, que não temíamos até que começou a se espalhar em nosso entorno imediato, a humanidade não tomar conhecimento da ameaça das armas nucleares até que sejam usadas novamente, nos encontraremos em uma situação irrevogável”, ele disse em seu discurso no Parque da Paz.
O primeiro-ministro Shinzo Abe, no entanto, evitou qualquer referência direta ao tratado.
Às 11h02 do dia 9 de agosto de 1945, um avião de guerra norte-americano lançou uma bomba de 4,5 toneladas de plutônio-239, chamada de “Fat Man”, em Nagasaki.
A bomba explodiu cerca de 500 metros acima do solo, matando instantaneamente cerca de 27 mil pessoas e outras 70 mil até o final daquele ano.
O bombardeio de Nagasaki aconteceu três dias depois que outra bomba semelhante foi lançada em Hiroshima.
Foto: Kyodo via Reuters
Pombas sobrevoam a estátua da Paz na cerimônia dos 75 anos do bombardeio de Nagasaki




