Tóquio – O recém-nomeado ministro do Meio Ambiente do Japão, Shinjiro Koizumi, quer que o país feche reatores nucleares para evitar a repetição da catástrofe de Fukushima em 2011.
Os comentários do filho do ex-primeiro-ministro Junichiro Koizumi, que também defende o fim das usinas nucleares, devem gerar controvérsias dentro o Partido Liberal Democrata, cujos líderes apoiam a reativação dos reatores sob novas regras de segurança impostas após Fukushima.
“Gostaria de estudar como vamos descartá-los, não como mantê-los”, disse Shinjiro Koizumi em sua primeira entrevista coletiva na noite de quarta-feira (11), depois de ter sido nomeado pelo primeiro-ministro Shinzo Abe.
O órgão regulador de energia nuclear do Japão é supervisionado pelo ministério de Koizumi.
Três reatores na usina de Fukushima Daiichi, da Tokyo Electric Power (Tepco), derreteram após serem atingidos por um forte terremoto e um tsunami em março de 2011, lançando radiação que forçou a retirada de 160 mil pessoas.
A maioria dos reatores nucleares do Japão, que antes de Fukushima forneciam cerca de 30% da eletricidade do país, está passando por um processo de re-licenciamento sob novos padrões de segurança impostos após o desastre, destacando falhas regulatórias e operacionais.
O Japão tem seis reatores operando atualmente, uma pequena fração das 54 unidades que funcionavam antes do desastre de Fukushima. Cerca de 40% dos reatores estão sendo desativados.
O pai de Shinjiro Koizumi, que já não atua mais como político, posicionou-se contra a energia nuclear após o desastre de Fukushima.
Foto: Reuters
Ministro do Meio Ambiente do Japão, Shinjiro Koizumi




