Tóquio – A existência de um relatório detalhado documentando o uso de armas químicas pelo Exército Imperial Japonês na China foi confirmado pela primeira vez, disse um historiador japonês no domingo (7). As informações são da agência de notícias Kyodo.
O relatório oficial registrou que uma unidade do exército japonês usou gases em 1939, durante a Segunda Guerra Sino-Japonesa, segundo o historiador Seiya Matsuno.
Uma das armas químicas inflamava a pele e as membranas mucosas e uma outra causava dor extrema no sistema respiratório.
Matsuno disse que foi a primeira descoberta de um relatório em que o próprio exército japonês detalha o uso de gases venenosos.
O Exército Imperial Japonês destruiu sistematicamente todos os registros da guerra após sua derrota, mas o relatório descoberto pode ter sido mantido pessoalmente por um membro do exército.
“Revelar o que aconteceu no campo de batalha durante a Guerra Sino-Japonesa é apenas a ponta do iceberg. Precisamos investigar a verdade para aprender com ela e impedir que essa história trágica se repita”, disse Matsuno.
O relatório, que inclui cerca de 100 páginas descrevendo a guerra, registros de bombardeios e cópias de ordens para usar munições de gás, detalha a estratégia de batalha realizada nas montanhas da província de Shanxi em julho de 1939, dois anos após o início da guerra entre os dois países.
“O Exército tinha consciência de que estava violando a lei internacional”, disse Matsuno. O uso de armas químicas havia sido proibido antes da Segunda Guerra Sino-Japonesa sob a Convenção de Haia de 1907, que o Japão também ratificou.
Foto: Reprodução/Kyodo
Parte de relatório da Segunda Guerra Sino-Japonesa




