Tóquio – O número de nascimentos no Japão caiu para o menor nível histórico, ficando em 918.397 no ano passado e abaixo da marca de 1 milhão pelo terceiro ano consecutivo, segundo um relatório do governo divulgado nesta sexta-feira (7). As informações são da agência de notícias Kyodo.
O país, que está envelhecendo rapidamente, registrou a maior margem de redução da população – 444.085 – desde que dados comparáveis foram disponibilizados em 1899, com o número de nascimentos caindo 27.668 em relação a 2017 e o número de mortes aumentando 22.085, para 1.362.482, segundo o Ministério da Saúde.
A taxa de fertilidade, que é o número médio de filhos que uma mulher terá em sua vida, caiu 0,01 ponto em relação ao ano anterior, para 1,42, distanciando a meta do governo do primeiro-ministro Shinzo Abe de aumentar a taxa para 1,80 até março de 2026.
A idade média das mulheres para o nascimento do primeiro filho foi de 30,7 anos e o número de bebês nascidos de mulheres entre 30 e 34 anos caiu mais de 10 mil.
O relatório do governo mostrou que o número de casamentos também caiu para o menor nível do pós-guerra, 586.438, uma queda de 20.428 em relação ao ano anterior. A idade média para um primeiro casamento continua a mesma desde 2014: 31,1 anos para homens e 29,4 anos para mulheres.
O câncer continua sendo a maior causa de morte no Japão, respondendo por 27,4% do total, seguido por doença cardíaca (15,3%) e fatores naturais (8,0%), enquanto 20.032 pessoas cometeram suicídio, uma redução de 433 em relação ao ano anterior, representando 1,5% do total de mortes.
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