Otsu – A Promotoria Pública de Shiga exigiu nesta segunda-feira (4) que um jovem ex-policial que matou o chefe seja condenado a 25 anos de prisão, informou o jornal Sankei.
O ex-policial, agora com 20 anos, disparou várias vezes contra o chefe Akira Imoto, que morreu após ser atingido na cabeça em um posto policial em Hikone (Shiga), em abril do ano passado.
O nome do ex-policial não foi divulgado porque ele tinha 19 anos no momento do crime, e a maioridade no Japão ocorre aos 20 anos.
Durante julgamento no Tribunal Regional de Otsu (capital de Shiga), o advogado de defesa alegou que o réu estava estressado e perturbado mentalmente quando atirou, por isso não pode ser responsabilizado pelos seus atos.
Após atirar no chefe, o ex-policial fugiu em uma viatura, que foi localizada mais tarde, abandonada em um terreno para plantação de arroz em Aisho, a cerca de seis quilômetros do posto policial.
O ex-policial foi encontrado horas depois parado sobre os trilhos de uma linha de trem. A polícia apreendeu a arma utilizada no crime que foi localizada nas proximidades.
Ao ser preso, o ex-policial disse que sofria abuso e ofensas do oficial chefe, que tinha 41 anos quando foi morto. Depois de ter recebido ordens para corrigir o mesmo documento várias vezes, o réu acabou atirando contra ele.
O Tribunal de Otsu vai anunciar a sentença na próxima sexta-feira (8).
Fotos: Reprodução/Kyodo
Posto policial onde o oficial chefe Akira Imoto (foto abaixo) foi baleado, em Hikone





