Tóquio – O Japão quer aumentar os gastos militares nos próximos cinco anos em resposta a desafios de segurança e para restringir o superávit comercial do Japão com os Estados Unidos, comprando equipamentos norte-americanos, informou o jornal Nihon Keizai neste sábado (8).
O Ministério da Defesa pretende gastar pelo menos 27 trilhões de ienes (188,2 bilhões de libras) entre abril de 2019 e março de 2024, com os gastos aumentando em média 1,1% ao ano, superando a média de 0,8% durante os cinco anos encerrados em março, disse o jornal sem identificar suas fontes.
Atualmente, os pagamentos de equipamentos e despesas com pessoal respondem por 80% dos gastos com a defesa, disse o Nihon Keizai. Segundo o plano, os fundos para novas compras de equipamentos serão separados dessas despesas, facilitando a compra de armas dos Estados Unidos, acrescentou.
O Japão pretende ter a aprovação do gabinete para os gastos em meados de dezembro. O Ministério da Defesa não pôde ser contatado imediatamente para comentar o assunto.
Compras de equipamentos fabricados nos Estados Unidos poderiam ajudar Tóquio a aliviar o atrito comercial com Washington. O presidente dos EUA, Donald Trump, está empurrando o Japão para comprar mais produtos americanos, incluindo equipamentos militares, enquanto ameaça impor tarifas às importações de automóveis japoneses para reduzir o déficit comercial com Tóquio.
Em agosto, o Ministério da Defesa do Japão buscou gastos recorde de 5,3 trilhões de ienes no ano que vem para ajudar na defesa contra qualquer míssil balístico norte-coreano, que Tóquio considera uma ameaça contínua apesar da promessa de Pyongyang de abandonar as armas nucleares.
O primeiro-ministro Shinzo Abe vem reforçando as Forças de Autodefesa do Japão para responder a qualquer ataque com mísseis da Coreia do Norte e contra o crescente poder aéreo e marítimo da China nas águas ao redor do arquipélago japonês.
O Japão continua cauteloso com as promessas norte coreanas de abandonar seus programas de armas nucleares e mísseis balísticos. O Ministério da Defesa disse em um relatório publicado em agosto que Pyongyang continua sendo a “ameaça mais séria e premente” do Japão.
Foto: Reuters




