Tóquio – O segundo turno da eleição brasileira foi amplamente divulgado nesta segunda-feira (29) pela mídia no Japão, com alguns jornais e emissoras de TV chamando o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) de “Trump do Brasil”.
A TV estatal NHK disse que Bolsonaro, capitão da reserva do Exército, “expandiu sua base de apoio entre as pessoas da classe média e alta, insatisfeitas com a atual situação do país”.
Ainda segundo a NHK, Bolsonaro “é considerado ‘Trump do Brasil’ por causa de seus comentários discriminatórios contra negros e mulheres, os quais vêm desencadeando protestos em todo o Brasil, principalmente entre os pobres”.
O jornal Sankei publicou que Bolsonaro e o candidato do PT, Fernando Haddad, promoveram uma “guerra de calúnias” nas redes sociais, depois que o candidato petista reagiu fortemente aos ataques do adversário.
Segundo o jornal, o esfaqueamento sofrido por Bolsonaro durante a campanha presidencial fez com que ele não participasse de debates, centralizando a disputa com Haddad no Twitter, Facebook e outras mídias sociais.
Com 100% das urnas apuradas, Bolsonaro obteve 55,13% dos votos válidos, totalizando 57.796.986. Haddad teve 44,87% dos votos, o equivalente a 47.038.963.
Bolsonaro disse que recebeu telefonema de vários líderes mundiais após sua vitória no segundo turno da eleição, incluindo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no que classificou como um “contato amigável”.
“Acabei de receber ligação de alguns líderes, entre eles o presidente dos Estados Unidos acabou de nos ligar, desejou boa sorte e obviamente foi um contato bastante amigável e nós queremos sim nos aproximar de vários países do mundo sem o viés ideológico”, disse Bolsonaro, que é um declarado admirador do presidente norte-americano, em transmissão ao vivo em suas redes sociais.
“Por isso a necessidade de termos um bom ministro das Relações Exteriores que converse com o mundo todo pensando então em um projeto do Brasil fazer comércio, logicamente sem prejudicar o nosso empresário, o nosso industrial aqui no Brasil”, acrescentou.
Após saber da derrota, Haddad afirmou que continuará na luta pelo país e que agora a sua responsabilidade e a de seu partido é fazer uma oposição que busque colocar os interesses dos brasileiros acima de tudo.
Foto: Reprodução/NHK
Reportagem da NHK sobre a vitória de Bolsonaro




