Tóquio – A partir de 2019, órgãos de porcos criados em laboratório, como pâncreas, fígado e rim, poderão ser usados para transplante em humanos, informou o jornal Yomiuri nesta segunda-feira (5).
Uma equipe formada por pesquisadores de grandes universidades no Japão, como a Meiji e a Kyoto Daigaku, adotou um método em que os órgãos dos porcos não sofrem rejeição em um organismo humano.
O anúncio oficial da pesquisa será feito no próximo sábado (10), em Suita (Osaka), durante um congresso sobre xenotransplante (transplante de órgãos de uma espécie animal para outra diferente).
Segundo o Yomiuri, o procedimento foi autorizado pelo governo japonês em 2016 e a “produção” de órgãos de porcos deve começar já no ano que vem pelo setor privado.
De acordo com o método usado no Japão, especialistas manipulam o DNA do ovo fecundado antes que ele se transforme em embrião e depois retiram a parte da cadeia genética responsável pela produção de enzimas e proteínas que causam rejeição em humanos.
Quando o porco atinge três semanas de vida, novos exames são feitos para verificar se os órgãos estão saudáveis. A criação dos animais é feita em laboratório, em um ambiente isolado de todos os tipos de vírus.
Essa prática já ocorre em países como Nova Zelândia e Rússia, onde mais de 200 transplantes foram realizados.
Estudos indicaram que os órgãos de porcos são bastante compatíveis com os humanos. Além disso, estão disponíveis em vários tamanhos, servindo para crianças e adultos.
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