Sendai – Uma mulher que foi submetida a uma cirurgia de esterilização forçada nos anos 1970, quando tinha 15 anos, está processando o governo japonês e exigindo uma indenização de ¥11 milhões.
Este é o primeiro caso de ação judicial movida por uma pessoa que foi esterilizada sob a Lei de Eugenia, que vigorou no Japão entre 1948 e 1996.
Essa lei permitia que pessoas com deficiência intelectual ou com doenças graves, com hanseníase, fossem esterilizadas sem consentimento para evitar o nascimento de crianças com problemas.
Durante a vigência da Lei de Eugenia, baseada em princípios nazistas, mais de 25 mil japoneses foram esterelizados, dos quais 16 mil sem consentimento, segundo a BBC Japan.
A mulher, que não foi identificada e reside na província de Miyagi, entrou com processo na terça-feira (30) no Tribunal Regional de Sendai, alegando violação dos seus direitos humanos.
Agora com mais de 60 anos, ela decidiu tomar medidas legais quando descobriu que tinha sido esterilizada depois de ser diagnosticada com uma deficiência mental hereditária. Devido aos efeitos secundários da cirurgia, a mulher teve que remover os ovários mais tarde.
A Lei de Eugenia gerou muitas críticas no Japão mesmo depois de ter sido extinta. Registros mostram que até meninas de 9 anos foram esterilizadas. A necessidade de cirurgia era decidida por um médico e autorizada por um comitê de nível municipal.
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