Saitama – O peruano Vayron Jonathan Nakada Ludeña, 32 anos, acusado de matar seis pessoas em Saitama, começará a ser julgado por latrocínio, homicídio e outros crimes no dia 26 de janeiro, informou a emissora NHK.
O processo criminal, que tramita na Justiça há mais de dois anos, enfrentava uma disputa entre o advogado de defesa e a Promotoria sobre o estado mental do peruano e se ele teria condições psicológicas de ser responsabilizado pelos crimes.
O Tribunal Regional de Saitama, onde o julgamento com júri popular será realizado, acredita que serão necessárias pelo menos 12 audiências até 9 de março para finalmente definir uma sentença em primeira instância.
O caso poderá ir a julgamento em segunda e terceira instâncias, caso o advogado de defesa ou a Promotoria resolvam entrar com recurso por não terem se conformado com a sentença.
De acordo com as investigações, o primeiro crime ocorreu no dia 14 de setembro de 2015, quando o casal Minoru, 55, e Misae Tasaki, 53, foi encontrado esfaqueado dentro da própria casa em Kumagaya (Saitama).
Dois dias depois, uma idosa de 84 anos, Kazuyo Shiraishi, também foi achada morta em sua casa.
Ao mesmo tempo, a polícia encontrou o peruano portando uma faca em outra residência, onde mais três pessoas morreram esfaqueadas: Miwako Kato, 41 anos, e as filhas Misaki, 10, e Haruka, 7.
Antes de pular do segunda andar da casa, Nakada cortou os próprios braços com a faca que segurava, em um gesto que foi interpretado pela polícia como tentativa de suicídio.
Influência da família
Parentes do peruano disseram que ele pode ter sofrido influência negativa de um irmão que matou 25 pessoas no Peru e de uma irmã que cometeu suicídio.
Pedro Pablo Nakada Ludeña recebeu uma condenação de 35 anos de prisão pela série de assassinatos, mas ele foi diagnosticado com esquizofrenia paranoide e está internado em um hospital psiquiátrico em Lima.
Uma irmã cometeu suicídio, também no Peru, e antes de morrer escreveu na parede a frase “odeio este mundo” com seu próprio sangue.
Na residência do primeiro casal assassinado em Kumagaya, a polícia encontrou letras escritas com sangue na parede, mas não conseguiu descobrir o que elas significavam, nem mesmo com a ajuda de um intérprete.
O peruano trabalhava e morava em Isesaki (Gunma), mas pediu demissão dias antes dos crimes ocorrerem. Uma irmã que na época estava no Japão relatou que ele ligou uma vez, dizendo que estava estressado e queria voltar ao Peru.
Foto: Reprodução/ANN
Uma das casas envolvidas na série de crimes em Kumagaya; no destaque, o peruano Jonathan Nakada Ludeña




