Kumamoto – Um time de pesquisa formado por especialistas da Universidade de Kumamoto e do Instituto Nacional de Estudos Ambientais do Japão mostrou que a poeira amarela vinda da China pode aumentar os riscos de infarto agudo do miocárdio, informou a agência de Notícias Jiji Press nesta terça-feira (5).
Os resultados divulgados na segunda-feira (4) mostraram que o risco é 1,46 vez maior um dia depois da chegada da poeira, que é um fenômeno meteorológico registrado na primavera e que afeta principalmente os países do leste asiático.
A poeira, originado do deserto da Mongólia, atingiu o Japão em maio deste ano e foi observada principalmente no oeste do país, em províncias como Shimane, Hiroshima, Fukuoka e Hyogo.
O time de pesquisa concluiu que a justificativa para um maior risco de ataque cardíaco se deve ao contato com as substâncias de ar poluído, que estão presentes na poeira e podem ser inaladas. Há comprovações também de que a poeira pode provocar doenças respiratórias.
A pesquisa analisou dados de 3.713 pacientes, moradores da província de Kumamoto, que sofreram infarto agudo do miocárdio entre abril de 2010 e março de 2015. O número de casos foi 1,46 vez mais elevado no dia seguinte à chegada da poeira, em comparação com os outros dias.
No caso de pacientes que sofrem de doenças renais crônicas, a ocorrência foi 2,07 vezes maior um dia depois de o fenômeno ser observado.
O professor do Departamento de Medicina Cardiovascular da Universidade de Kumamoto e membro do time de pesquisa, Sunao Kojima, disse que é possível reduzir os danos da poeira. “Acredito que a utilização de máscaras e purificadores de ar ajude a amenizar o problema”, sugeriu.
“Ainda é preciso aprofundar muito os conhecimentos para que um órgão público possa elaborar um indicador sobre o tema”, analisou o pesquisador Hiroshi Nitta, do Centro de Pesquisa em Saúde e Riscos Ambientais.
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