Tóquio – A partir de 2019, a emissora NHK deve lançar um novo modelo de contrato para cobrar a taxa de transmissão de parte da população que não possui um aparelho de TV em casa.
Isto porque, em 2019, a emissora pretende concretizar um plano de oferecer o acesso online aos canais em tempo real, através de plataformas digitais.
A nova opção de contrato será focada nestes usuários online, que fizerem download das plataformas utilizadas para a transmissão dos canais, incluindo aplicativos para smartphones.
Para estudar as possibilidades de cobrança, a emissora formou o Comitê de Análise da Taxa de Transmissão, que está sendo coordenado pelo professor e pesquisador do Departamento de Ciências Comerciais da Universidade Senshu, Hideyoshi Ando.
O modelo do novo contrato deverá ser finalizado até o fim do mês de julho, segundo uma reportagem do jornal Mainichi. A tendência atual é que o custo seja ¥2.520 para dois meses de contrato, o mesmo valor cobrado de usuários de TV.
O Ministério dos Negócios Internos e Comunicações chegou a instruir a emissora para que cobrasse uma taxa mais barata pela transmissão online. Porém, após análises, especialistas da NHK concluíram que se baixarem o preço, muitos usuários da TV optarão pelas plataformas online.
Quem já paga a taxa de transmissão da NHK poderá ver os canais de forma online sem cobrança extra.
LEI
No Japão, a lei das telecomunicações prevê que qualquer cidadão que tenha um aparelho de TV em casa – e acesso aos canais abertos – devem assinar um contrato básico de transmissão com a emissora estatal NHK.
Mesmo os usuários que não gostam ou não assistem aos canais devem assinar a taxa por ter acesso à transmissão. Para instruir a população a assinar o contrato, cobradores da emissora costumam fazer visitas domiciliares.
Indivíduos que não possuem TV em casa ou que não têm antena, por exemplo, estão livres do contrato, já que não podem receber os sinais dos canais ou por utilizarem a televisão para outros fins.
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