Tóquio – A consciência referente aos danos do fumo passivo está cada vez mais forte no Japão. Enquanto as novas leis, que devem proibir o cigarro em estabelecimentos fechados, são discutidas pelo governo, um novo tema entrou em evidência: os prejuízos do fumo na varanda ou sacada de casa.
A Federação das Associações de Advogados do Japão está tomando uma série de iniciativas para convencer o Ministério da Saúde e o Ministério da Terra sobre a importância de criar uma lei proibindo o fumo na varanda.
A Federação criou o “Grupo de apoio às vítimas do fumo passivo na vizinhança”, uma organização que deve ajudar aqueles que convivem com este problema e não sabem que medidas tomar.
Os advogados também emitiram uma declaração de proteção aos direitos humanos e visam ainda incentivar prefeituras para que criem normas proibitivas no âmbito municipal.
O fumo na varanda de apartamentos pode trazer sérios prejuízos para a saúde dos vizinhos, que são obrigados a conviver com a fumaça dentro de suas casas.
Em dezembro de 2012, um caso envolvendo o cigarro foi julgado pelo Tribunal de Nagoia (Aichi) e um homem foi condenado a pagar uma indenização de ¥50 mil para a vizinha do andar de cima. Neste caso, ficou comprovado que a entrada constante de fumaça na casa dela provocou diversos prejuízos à saúde.
Outro problema é o risco de incêndios. Segundo dados da Agência de Gestão de Incêndios e Desastres (FDMA, em inglês), o fogo em residências provocado por cigarro na varanda ou sacada aumentou de 4,6% em 2005 para 11,5% em 2014.
Além dos problemas de saúde, a questão da fumaça pode trazer danos psicológicos e grandes incômodos para a vida dos vizinhos, que perdem o direito de usufruir de um ar limpo dentro de casa.
Para o advogado Koki Okamoto, especialista em fumo passivo, o caso é tão grave que deveria existir um atendimento especial para as vítimas.
“Muitas pessoas ficam chorando em casa, aguentando o problema sem coragem para enfrentar o vizinho por causa do cigarro. O problema é suficiente para ter um departamento publico que possa aconselhar as vítimas”, concluiu.
Foto: Reuters




